O governo do Estado demitiu o médico psiquiatra cassado Ubiratan de Magalhães Barbalho da função pública junto à Secretaria de Estado de Saúde (SES).
A demissão é resultado de sua condenação à perda da função pública decorrente de uma ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual.
Ele é acusado de prescrever atestados e medicamentos controlados (vendidos apenas com receita médica) a militares e funcionários públicos que queriam se afastar dos cargos, mesmo sem quadro patológico. A fraude foi denunciada no programa Fantástico, da Rede Globo, em janeiro de 2011.
A exoneração foi publicado no Diário Oficial do Estado que circulou na quarta-feira (18). O documento é assinado pelo governador em exercício, Carlos Fávaro (PSD).
Ubiratan era servidor concursado pelo Estado de Mato Grosso e atuava no Centro de Atenção Psicossocial (Ciaps) Adauto Botelho. Ele também possuía um consultório particular, no bairro Bosque da Saúde.
Após a descoberta da fraude, o médico teve seu registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso e ficou proibido de exercer a profissão em todo território nacional.
O ex-psiquiatra chegou a recorrer da decisão ao Conselho Federal de Medicina (CFM), que no entanto, manteve o entendimento do CRM/MT, sem chance de um novo recurso.
Mesmo assim, sem poder exercer a Medicina, somente agora ele foi demitido do serviço público.
Relembre o caso
Ubiratan de Magalhães Barbalho foi o personagem principal de uma matéria exclusiva do programa "Fantástico", da Rede Globo, no início de janeiro de 2011.
Ele foi flagrado por uma policial militar, com uma câmera escondida, vendendo atestado médico.
Ela fez a gravação no próprio consultório do médico, a pedido da Corregedoria-Geral da PM e do Ministério Público Estadual (MPE), que desconfiaram do médico.
Num dos trechos da conversa, Ubiratan diz o seguinte: "Eu fiquei famoso no meio militar, os coronéis me amam!". A policial, pergunta, então, por quê? O médico responde: "Porque os militares vêm aqui pegar atestado comigo".
Além dos atestados, receitas eram prescritas com medicamentos controlados (venda apenas sob apresentação de receita médica), indiscriminadamente.
De acordo com números da Corregedoria da PM, 87 militares compraram o atestado, que chegava a custar R$ 150, na época.
Este não foi o primeiro episódio que envolvia o psiquiatra e o crime de venda de atestados. Consta na representação do MPE que o médico respondia a processo criminal na 5ª Vara Federal de Mato Grosso por formação de quadrilha e estelionato qualificado.
Em 2007, ele foi indiciado pela Polícia Federal e a acusação também é de vender atestados falsos à quadrilha que fraudava a Previdência Social. Em 2005, ele também foi exonerado do cargo de psiquiatra do sistema penitenciário do Estado por improbidade administrativa.
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5 Comentário(s).
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| marcos alvarenga 21.05.16 15h32 | ||||
| alem dos militares que compraram os referidos atestados, tem tambem o caso dos oficiais da pm, que em 1999 a 2003,segundo o inss,fraudaram documentos publicos pra se aposentarem mais cedo.... e ai? como que fica isso??? | ||||
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| Andre 21.05.16 11h06 | ||||
| Interessante se 87 militares compraram o atestado, cadê a INVESTIGAÇÃO CONTRA OS COMPRADORES DE ATESTADO FALSO? PEDRO TAQUES, CADÊ? AINDA DA TEMPO PORQUE HOUVE PREJUÍZO AO ERÁRIO!!! | ||||
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| Renato 20.05.16 15h05 | ||||
| Esse rigor deveria existir também com os politicos que desviam verbas publicas... esse cidadão errou e tiraram todo o seu direito de até sobreviver, afinal, vai desempenhar qual função ? Logo, o que vimos com os mensaleiros foi um perdão judicial da Presidenta Dilma ... | ||||
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| LUIZ ANTONIO 20.05.16 13h37 | ||||
| E aos militares que compraram estes falsos atestados, como ficaram? | ||||
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| waldomiro lopes 20.05.16 12h11 | ||||
| Agora, após cinco anos que é demitido? devolverá os salários recebidos indevidamente ou estava ainda como servidor sem ônus? | ||||
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