O ex-padre e escritor Antonio Canuto lança nesta terça-feira, em Cuiabá, seu livro “Resistência e Luta Conquistam Território no Araguaia Mato-grossense”.
O lançamento acontece a partir das 18 horas no Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso.
Canuto chegou ao Araguaia em 1971, como padre, incorporado à equipe pastoral da Prelazia de São Félix do Araguaia, coordenada por Dom Pedro Casaldáliga. Eram tempos duros e severos da repressão por parte da ditadura militar.
Logo em 1972, substituiu o padre Francisco Jentel, em Santa Terezinha, procurado, processado e condenado por crime contra Segurança Nacional e por fim expulso do Brasil.
O que Canuto registrou no livro não é fruto só de pesquisas – foram muitas –, mas, sobretudo, é um relato do que viveu durante 26 anos de sua permanência na região - durante 13 anos em Santa Terezinha e depois em outras cidades. Acompanhou também colonos que chegavam de longe, trazidos pelas colonizadoras.
Conheceu de perto como os grandes empreendimentos chegaram à região com o discurso de “desenvolver” a Amazônia. Na realidade, segundo ele, o que buscavam eram os recursos abundantes que o governo lhes oferecia.
"Com imensas áreas sob seu domínio, inclusive núcleos urbanos, e com muito dinheiro, usaram de todos os artifícios imagináveis para expulsar as poucas famílias de posseiros existentes e invadir terras indígenas", diz trecho do release sobre o livro.
Depois de causarem sofrimentos sem conta aos que ali já viviam e de explorar, em regime análogo ao de trabalho escravo,os trabalhadores que vinham de outros estados para a formação de suas fazendas, ao secar a fonte dos incentivos fiscais, um a um foram abandonando a cena. Não se tem registro de nenhum que tenha permanecido.
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1 Comentário(s).
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| Waldemir 24.09.19 14h48 | ||||
| E essa história ninguém se interessa por ela quando contada pelos próprios comunistas. A pagina já virou. | ||||
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