Cuiabá, Quarta-Feira, 1 de Abril de 2026
EMPRESAS/NEGÓCIOS
19.04.2011 | 21h05 Tamanho do texto A- A+

Fundadora da cachaça Pitú é sepultada em Pernambuco

Áurea Ferrer, que faleceu ontem aos 105 anos

Dona Áurea Ferrer

Dona Áurea Ferrer

IG

Se a Itália perdeu um Ferrero, Pernambuco perdeu uma Ferrer. Em meio à comoção internacional pela morte prematura de um dos herdeiros da fabricante da Nutella e dos chocolates Ferrero Rocher e Kinder, o bilionário italiano Pietro Ferrero, foi sepultada nesta segunda-feira Áurea Ferrer, matriarca da família que criou a cachaça Pitú, uma das marcas mais facilmente reconhecíveis da indústria pernambucana.

A matriarca tinha 105 anos de idade e faleceu na manhã da segunda-feira. Por quase 50 anos ela foi casada com Severino Ferrer de Morais, que, em 1938, fundou a Pitú ao lado de Joel Cândido – Severino e Joel também já faleceram. Maria das Vitórias, atual diretora comercial, e Alexandre Ferrer, filhos do casal pioneiro, são os atuais representantes da família na tradicional engarrafadora de aguardente.

Dona Áurea, que por muitos anos ocupou cargos de diretoria na empresa, é considerada uma das responsáveis pela guinada que deu origem à Pitú. Ao nascer sob o nome S. Cândido e Cia., a companhia dedicava-se à produção de vinagre e vinho de maracujá e jenipapo, além de aguardente de cana. Antes disso, Severino Ferrer dedicava-se ao comércio de pele de caprinos. Com o empurrão de Áurea, Severino comprou a empresa de bebidas que, em 1945, lançaria a cachaça que passou a dar nome também à fabricante.

Foi em Limoeiro que nasceu dona Áurea, mas foi em Vitória de Santo Antão, para onde se mudou com a família aos dois anos de idade, que fincou raízes. Casou-se com Severino, filho de Paudalho, quando ela tinha 18 anos e ele, 24. Enfileiraram 11 filhos, 31 netos, 43 bisnetos e cinco tataranetos. Conheceram-se nas ruas da cidade, mas a paquera começou a prosperar na festa de Santo Antão da Matriz do ano de 1921. Ao ser cortejada pelo futuro marido, pensou, sem dizer: “feio ele não é”, conforme registrou o “Diário de Pernambuco”.

Áurea Ferrer faleceu no Recife, onde estava internada com problemas respiratórios, mas foi enterrada em Vitória de Santo Antão, a 50 quilômetros da capital. O velório seguiu o roteiro que ela desejava: em casa, em seu quarto, rodeada por rosas vermelhas.

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