Cuiabá, Sexta-Feira, 3 de Abril de 2026
OBRA DEFEITUOSA
15.01.2015 | 09h25 Tamanho do texto A- A+

Ginásio Aecim Tocantins é interditado por falhas estruturais

Obra custou R$ 23 milhões ao Estado e, desde 2010, já passou por vários reparos

Tony Ribeiro/MidiaNews

O Ginásio Poliesportivo Aecim Tocantins, que está interditado; local apresenta problema estruturais desde 2010

O Ginásio Poliesportivo Aecim Tocantins, que está interditado; local apresenta problema estruturais desde 2010

PRISCILLA VILELA
DA REDAÇÃO
A descoberta de novas falhas na estrutura física estruturais resultou em uma nova interdição do Ginásio Poliesportivo Aecim Tocantins, no bairro Verdão, em Cuiabá.

A decisão foi tomada pelo Governo do Estado, com base em relatório técnico elaborado pela Secretaria de Estado de Cidades (Secid).

Na sexta-feira (16), o secretário de Estado de Cidades, Eduardo Chiletto irá se reunir com representantes da empresa responsável pela construção do ginásio, a Lotufo Engenharia  Construções Ltda., para tratar de detalhes sobre o início das obras de recuperação do complexo. Até o momento, não há previsão de prazo para a conclusão dos reparos.

Os dados que resultaram na interdição do local foram compilados ainda em novembro de 2014, conforme informação do Gabinete de Comunicação Social (Secom).

As falhas estruturais no ginásio, no entanto, foram antecipadas pelo MidiaNews em 2010, quando uma comissão técnica da então Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) detectou problemas nos pilares de sustentação da cobertura.

A Lotufo levou R$ 23 milhões do Governo do Estado para concluir o ginásio, que foi entregue à população ainda em 2007 e já passou por vários reparos, ao longo dos anos.

O ginásio possui capacidade para 12 mil pessoas e tem área construída de 16 mil m² .

Obra comprometida


MidiaNews constatou, "in loco", em março de 2010, que os pilares que dão sustentação à cobertura do ginásio, obra inaugurada em 2007, apresentavam problemas de engenharia pela segunda vez, e passavam por um novo processo de recuperação.

Conforme site apurou, os quatro pilares, chamados de "pescoços", não suportaram a movimentação da cobertura, devido, principalmente, à força do vento. Esse fato foi o causador dos defeitos, como as fissuras e trincas existentes nos pilares do ginásio.

Para corrigir os defeitos, técnicos da Lotufo informaram que os pilares passariam  por uma reforma; depois, seriam colocadas camisas de aço e, posteriormente, preenchidos com "grautes", microconcreto de elevada fluidez, coesão e que possuem aditivos superplastificantes.

Também em 2012, o ginásio apresentou falhas graves, o que culminou na abertura de sindicância pela Auditoria Geral do Estado (AGE), para que a empresa responsável realizasse, definitivamente, os reparos necessários no ginásio.

Na época, o então superintendente do Complexo Poliesportivo Verdão, Joubert Brito de Lima, afirmou ao site que a obra havia sido entrega estar terminada e sugeriu que o Estado deveria ter se recusado a receber a obra.

“A empresa tem que fazer os reparos, sem cobrar nada a mais. O valor orçado foi pago, e eles deveriam entregar o que foi contratado, sem custo nenhum para o Estado”, afirmou.

Sem uso

Com a escolha de Cuiabá para ser uma das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014, o Ginásio Aecim Tocantins foi escolhido para sediar o Centro de Mídia.

O ginásio faz parte de um complexo, que, além de piscina olímpica, conta com a Arena Pantanal, o estádio que sediou quatro jogos do Mundial, além de partidas dos campeonatos brasileiro e mato-grossense.

Leia mais sobre o assunto:


Relatório aponta problemas no Ginásio Aecim Tocantins


Comissão investiga problemas no Ginásio Aecim Tocantins

Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).




Clique aqui e faça seu comentário


COMENTÁRIOS
11 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Lucio Almeida  17.01.15 09h23
Lucio Almeida, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
Renato  16.01.15 11h31
Imagine então a Arena Pantanal daqui a alguns anos, quer dizer daqui a alguns meses .....
5
0
Marcos Barriga  16.01.15 09h41
Nada diferente do que essas empreiteiras vem fazendo em todo o Brasil. Culpabilizar políticos é muito genérico. As empreiteiras que executam essas obras tiram milhões dos cofres públicos há anos e nunca são punidas. Podia ser pior como aconteceu em BH. Nesse caso acredito que as rachadures podem ser reflexo ca construção da Arena Pantanal, afinal o estádio foi submetido a forte vibração, com az demolição do verdão e construção do novo estádio.
3
0
João Carlos  16.01.15 09h01
Essa é a única obra do Blairo em Cuiabá, e já está desse jeito. Que pena.
8
0
Eu  16.01.15 08h57
O que mais falta acontecer??
4
0