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SOBREVIVÊNCIA
01.10.2017 | 09h40 Tamanho do texto A- A+

Histórias e medos dos catadores que vivem do "lixão" de Cuiabá

Salário de até R$ 6 mil e o temor de serem retirados: conheça trabalhadores que vivem do aterro

Alair Ribeiro/MidiaNews

Muitos catadores têm o Aterro Sanitário de Cuiabá como única fonte de renda

Muitos catadores têm o Aterro Sanitário de Cuiabá como única fonte de renda

VINÍCIUS LEMOS
DA REDAÇÃO

O barulho do caminhão que se aproxima desperta a atenção dos catadores que estão no Aterro Sanitário de Cuiabá. Em meio a urubus, moscas e garças esquálidas, as pessoas se aglomeram pela espera do veículo que traz parte do lixo descartado pelas residências da Capital.

 

O caminhão para, descarrega o resíduo sólido de moradores de Cuiabá e logo os catadores se aproximam do lixo. Em busca de objetos recicláveis – lata, garrafa pet, alumínio e outros –, alimentos aproveitáveis e outros itens, eles reviram os restos para que possam garantir a sobrevivência deles e da família.

 

Embaixo do intenso sol da Capital, os resíduos sólidos exalam forte cheiro no aterro, na localidade de Barreiro Branco, no Distrito do Coxipó do Ouro. Porém, os trabalhadores não se assustam com o odor, pois revelam que estão acostumados e não o sentem mais.

 

Enquanto reviram o lixo, os catadores de recicláveis utilizam apenas uma luva como forma de proteção. Não há máscara ou outro tipo de equipamento para prevenir possíveis doenças ou contaminações ocasionadas pelo contato com os resíduos.

 

Cada item aproveitável em meio aos restos é um acalento para os muitos trabalhadores, que têm como única fonte de sustento o aterro sanitário – popularmente conhecido como “lixão”.

 

Eles costumam passar o dia inteiro em busca de objetos ou alimentos entre os resíduos deixados pelos moradores da Capital.

 

Conforme o Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis do Brasil, atualmente, há cerca de 250 pessoas que trabalham diariamente no Aterro Sanitário da Capital, ao longo de todo o dia. O número mais que quadruplicou, se comparado a 2014, quando havia cerca de 60 catadores no local.

 

Um dos principais motivos que fizeram com que o número aumentasse nos últimos anos foi o desemprego, que cresceu em razão da crise econômica enfrentada em todo o País.

 

Não há controle sobre as pessoas que entram no “lixão”. Além dos catadores, há também os “aventureiros”, que são pessoas que vão eventualmente ao lugar.

 

Os dias da semana em que há mais movimento no aterro são segunda, quarta e sexta-feiras, períodos em que são descarregados mais caminhões de lixo.

 

Apesar de a atividade ser informal, os catadores a classificam como um trabalho comum.

 

Quando comentam sobre o serviço, uma de suas primeiras frases é de lamentação, em razão da existência de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre o Ministério Público Estadual (MPE) e a Prefeitura de Cuiabá, para retirá-los do local.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Aterro Sanitário 2017

Rosa (ao centro) posa com outros catadores do Aterro Sanitário de Cuiabá

Enfermeira e catadora

 

Entre os que buscam sobreviver do lugar está a catadora Rosa da Cruz, de 38 anos. Há cerca de 20 anos, ela começou a procurar objetos recicláveis em aterros sanitários. Quando começou, o lugar funcionava nas proximidades da estrada que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães.

 

Ela contou que chegou a deixar a função durante alguns anos para trabalhar como enfermeira. Porém, uma desilusão que teve após a morte do pai fez com que decidisse voltar a ser catadora.

 

“Eu tenho curso técnico em enfermagem, já trabalhei na área, mas desisti da carreira depois que perdi meu pai. Eu o vi morrendo, mas não pude fazer nada, não pude salvá-lo. Isso mexeu muito comigo e abandonei a profissão”, revelou.

 

Para auxiliar na criação dos filhos – que atualmente têm 15 e 13 anos –, ela retornou ao aterro sanitário da Capital.

 

“O meu marido é pedreiro e a renda que eu obtenho aqui ajuda muito em casa. Somente nós dois trabalhamos. Os meus filhos nunca vieram pro aterro e eu não deixaria que eles viessem para cá, porque precisam estudar”, disse.

 

Rosa permanece no local de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. A catadora costuma tirar, mensalmente, valor correspondente a um salário mínimo, ao vender os itens recicláveis que recolhe.

 

“Eu trabalho aqui para ajudar a garantir a minha sobrevivência e da minha família”, declarou.

 

Apesar de trabalhar há duas décadas como catadora, ela não costuma revelar a todos os conhecidos sobre o serviço. Rosa garantiu que não tem vergonha do trabalho, porém prefere não contar o fato a algumas pessoas.

 

“Muitos conhecidos não sabem disso, principalmente o pessoal do hospital onde trabalhei como enfermeira e a família em que cuidei de doentes. Não é que eu me envergonhe, mas é que prefiro não contar”, relatou.

 

Em razão das pessoas que não sabem, a princípio, Rosa não quis ser fotografada. Entretanto, posteriormente, acabou aceitando, desde que outros catadores aparecessem nas imagens junto com ela.

 

Desde a infância

 

Outra história que chama a atenção em meio às tantas que existem no Aterro Sanitário da Capital é a do catador Thiago da Silva Duarte, de 34 anos. Desde os seis anos, ele recolhe itens recicláveis para comercializá-los.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Aterro Sanitário 2017

Thiago Duarte revelou que é catador desde os seis anos

Representante estadual do Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis, desde 2011, Duarte contou que começou a recolher os materiais para ter o próprio dinheiro, pois a família não possuía recursos financeiros.

 

“Os meus pais nunca foram catadores. Eu mesmo quis vir pro "lixão" pra trabalhar e mexer com a reciclagem”.

 

Ele disse que, além dos objetos recicláveis, também costuma procurar alimentos que possam ser aproveitados.

 

Segundo Duarte, a prática é comum entre os catadores. Os itens, porém, devem ser encontrados antes da passagem do veículo que compacta o lixo despejado no local.

 

“Antes de os materiais serem prensados, ainda dá tempo de a gente pegar comida. Muitas das mercadorias que jogam aqui não estão vencidas, elas só estão quebradas ou com algum outro pequeno problema. Até hoje, graças a Deus, ninguém passou mal com comida que pegou aqui”, comentou.

 

Entre os itens que já encontrou no aterro, ele mencionou que os que mais o assustaram foi um feto de nove meses e uma perna humana.

 

“É muito difícil encontrar coisas assim, mas quando acontece, consideramos como algo normal, do cotidiano da profissão”.

 

Apesar das dificuldades, Duarte disse que a ser catador foi a profissão que escolheu para a vida, ao menos por enquanto. Ele chegou a cursar quatro semestres de Pedagogia, em uma universidade particular de Cuiabá, porém teve de trancar a matrícula depois que teve a bolsa de estudos cancelada.

 

“O banco deixou de financiar o meu curso e tive que parar de estudar. Mas um dos meus sonhos é conseguir concluir a faculdade. Não quero passar a vida inteira dependendo do lixo”, afirmou.

 

O representante dos catadores relatou que chega a receber até R$ 6 mil com o trabalho, durante meses mais produtivos.

 

“Nos melhores períodos, é possível tirar quase isso. É bastante, mas também a gente tem que se sacrificar muito pra conseguir isso e precisa trabalhar dia e noite. Por exemplo, eu chego 6h e só saio 18h”, contou

 

Há 20 dias, Thiago teve um motivo a mais para intensificar o trabalho: o nascimento de seu primeiro filho. Casado, ele disse que o sustento da esposa e do recém-nascido vem do valor que consegue ao recolher os recicláveis.

 

“O meu filho vai ser criado com o dinheiro que obtenho aqui do lixo. Não tenho vergonha disso”, afirmou, sem esconder o orgulho.

 

Desemprego

 

De acordo com Duarte, muitas pessoas começaram a procurar itens recicláveis no “lixão” após ficarem desempregadas e não conseguirem novas oportunidades no mercado de trabalho.

 

O meu filho vai ser criado com o dinheiro que obtenho aqui do lixo. Não tenho vergonha disso

O catador Olírio Marques da Silva, de 50 anos, chegou ao aterro sanitário em 2009, após ser dispensado da função de operador de máquinas. Atualmente, a venda de itens recicláveis, coletados no “lixão”, é sua única fonte de sustento.

 

“Eu vivo disso há oito anos, desde que me dispensaram do meu antigo trabalho. Eles me demitiram porque começaram a exigir muita qualificação pra ser operador de máquina e eu só estudei até a segunda série”, explicou.

 

Silva comentou que consegue até R$ 3 mil por meio dos itens que recolhe no aterro sanitário. O valor é utilizado para que ele possa sobreviver e sustentar a esposa e o neto de três anos.

 

“A minha mulher também trabalhava aqui, mas teve que parar, por conta de problemas no coração. Agora, somente eu trabalho lá em casa”, disse.

 

O reflexo na atual crise econômica vivenciada em todo o País também influenciou no aterro sanitário. Nos últimos dois anos, o número de catadores no local aumentou mais que em períodos anteriores.

 

Entre os recém-chegados ao “lixão” está J.J.R., de 35 anos, que trabalhava como segurança em uma empresa e foi demitido há 60 dias. Ele – que pediu para não ter a identidade revelada – afirmou que começou a procurar itens recicláveis há um mês.

 

“A minha cunhada trabalha aqui e vim por dois dias, depois que fui despedido. Eu vi que compensava mexer com isso enquanto estivesse sem emprego”, disse.

 

Além de coletar recicláveis, J.J.R. também compra alguns dos itens encontrados por outros catadores e posteriormente os comercializa em empresas de reciclagem. Pai de quatro filhos, ele contou que esta foi a alternativa que encontrou para conseguir manter a família.

 

No primeiro mês em que trabalhou no local, o homem disse que conseguiu R$ 1,5 mil. Segundo ele, o valor é semelhante ao que recebia quando trabalhava de carteira assinada.

 

“Estou aqui para manter a minha família. Graças a Deus, com o dinheiro que tenho conseguido, estamos sobrevivendo. Para mim, está sendo uma surpresa estar aqui, pois nunca passou pela minha cabeça que um dia trabalharia no “lixão”. Já trabalhei em empresas de reciclagem, com carteira assinada, mas nunca imaginei estar aqui”, declarou.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Aterro Sanitário 2017

Demitido do emprego, J.J.R. viu no aterro sanitário oportunidade para sustentar família

Mesmo acreditando que muitas pessoas desqualificam injustamente o trabalho dos catadores, J. J. R. garantiu que não sente vergonha do novo trabalho.

 

“A maior vergonha seria não ter o que dar para os meus filhos comerem em casa. Estar trabalhando aqui não é vergonha nenhuma pra mim”, asseverou.

 

Dificuldades e problemas

 

No entorno do “lixão”, há caminhões de empresas de reciclagem, que compram grande parte do que é colhido pelos trabalhadores que ficam no aterro sanitário.

 

Os veículos param nas proximidades do local e recebem os materiais logo após serem encontrados em meio aos resíduos sólidos da Capital.

 

Porém, muitos catadores criticam o modo como as empresas de reciclagem atuam no local.

 

“Elas pegam o material, mas o catador que o recolheu não pode acompanhar a pesagem para saber quanto irá receber. O trabalhador acaba sendo explorado, porque ele não sabe quanto realmente deu. A empresa paga quanto ela diz que deu na balança, mas não há nenhuma prova de que foi aquilo mesmo”, disse um deles.

 

“Se caso der 12 quilogramas e a empresa quiser falar que deu apenas cinco, o trabalhador irá aceitar, porque não há como contestar, já que não acompanhou a pesagem”, criticou outro catador, que pediu para não ser identificado.

 

Conforme a fonte, há poucas opções de empresas para as quais os catadores podem vender os recicláveis. Em razão disso, muitos acabam tendo que recorrer àquela que está mais próxima do local.

 

“O catador tem a opção de não vender para as empresas que não deixam que ele acompanhe a pesagem, mas existem apenas três cooperativas particulares de reciclagem que compram em Cuiabá. Além disso, muitos não têm como sair daqui com o material que coletam”, acrescentou.

 

Fim dos trabalhadores do lixão

 

Os trabalhadores que pegam resíduos sólidos no “lixão” da Capital estão em situação ilegal, assim como os catadores que ficam em outros aterros sanitários do Estado ou do País.

 

Há uma Lei que proíbe a presença deles no local, em razão da insalubridade, além dos riscos que a prática traz à saúde e ao meio ambiente.

 

A engenheira sanitarista Luciana Nascimento comentou sobre os impactos que o aterro sanitário pode causar na saúde dos catadores.

 

“Eles podem desenvolver várias doenças, pois trabalham sem proteção e sem nenhum tipo de acompanhamento. Eles podem conseguir pegar R$ 2 mil por mês, mas ninguém quer ganhar isso a vida inteira, pois é um trabalho totalmente insalubre”, disse.

 

Segundo Luciana, é necessário que seja feito um novo aterro sanitário na Capital. Ela argumentou que deve haver melhores condições no local, destinação correta do lixo e a presença dos catadores deve ser vetada.

 

Midianews

Gerson Barbosa

Promotor Gerson Barbosa: responsável por TAC sobre o Aterro Sanitário de Cuiabá

“Do jeito que está atualmente, sem o devido cuidado no aterro sanitário, além dos riscos à saúde dos catadores, há outras doenças que podem ocasionar na população em seu entorno. As áreas subterrâneas podem ser contaminadas especialmente por metais pesados que vêm do lixo, como lâmpadas, pilhas e baterias”, afirmou.

 

“É importante que haja a criação de um novo aterro sanitário, com auxílio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, para que a disposição do local seja adequada e conforme a Lei”, completou.

 

Em razão da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que determina a retirada dos trabalhadores do local e readequação da área, os Ministérios Públicos Estadual e de Contas firmaram um TAC com a Prefeitura de Cuiabá para que os catadores saiam do local.

 

O acordo foi assinado em 2014, período em que os catadores chegaram a ser retirados do lugar, mas retornaram posteriormente.

 

O promotor Gérson Barbosa observou que um dos principais motivos para a retirada dos trabalhadores do aterro sanitário é a situação insalubre do local e as doenças que isso pode ocasionar.

 

Segundo ele, a Prefeitura será a responsável pela saída dos catadores, que receberão apoio e serão levados para cooperativas de coleta seletiva e reciclagem da Capital.

 

“O Ministério Público e a Prefeitura vão arrumar uma forma de ajudar aqueles que são realmente catadores. O TAC prevê total apoio às cooperativas”, explicou.

 

Barbosa revelou que nesta semana haverá reunião para estender o prazo para a retirada dos catadores do local. Desta forma, ainda não há data para que os trabalhadores deixem o “lixão”.

 

“O TAC já está sendo executado, mas estamos aguardando a criação de um novo aterro sanitário”, disse.

 

O diretor de resíduos sólidos da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, Anderson Matos, explicou que o principal ponto do TAC firmado com o Ministério Público é a retirada dos catadores.

 

Ele afirmou que a medida somente poderá ser feita a partir do momento em que forem assinados termos com as cooperativas de coleta seletiva de Cuiabá, para encaminhar os trabalhadores.

 

“Estamos fazendo um levantamento junto com essas cooperativas. Os acordos com elas precisam ser formalizados neste mês de outubro, quando será feita uma licitação referente ao lixo da Capital”, comentou.

 

Conforme Matos, no próximo ano haverá uma série de melhorias no aterro sanitário da Capital, para atender corretamente às normas determinadas por Lei. A criação de um novo local, conforme orientação do MPE, está em discussão.

 

Apesar da questão estrutural, o diretor de resíduos sólidos da Capital disse que o maior problema enfrentado no “lixão” é a presença dos catadores.

 

Nós estamos preocupados com eles e por isso queremos incluí-los em cooperativas logo que forem retirados

“Nós estamos preocupados com eles e por isso queremos incluí-los em cooperativas logo que forem retirados. Queremos ajudá-los dando trabalho justo e digno. Para isso, vamos também aumentar a coleta seletiva em Cuiabá, para que eles possam aumentar a renda”, argumentou.

 

Futuro incerto

 

O medo e a incerteza fazem parte da rotina dos catadores desde que souberam que seriam retirados do local novamente.

 

Thiago Duarte frisou que não guarda boas lembranças de quando os trabalhadores saíram do aterro em 2014.

 

“A Prefeitura tirou o pessoal, fechou o “lixão” e encaminhou mais de 60 pessoas para uma nova cooperativa, que hoje é a Cooperunião. Naquela época, a Prefeitura garantiu que pagaria salário de educação ambiental para os trabalhadores, mas não honrou com o compromisso”, afirmou.

 

“O pessoal que foi para a cooperativa começou a passar fome. Além de não haver esse salário, também não existia quase nenhum item na coleta seletiva. A Prefeitura diz que existe esse tipo de coleta, mas é coisa de papel, porque na prática demora anos para que ela seja implantada e para que as pessoas se conscientizem e separem seus lixos”, completou.

 

Duarte detalhou que em razão das dificuldades que foram enfrentadas pelos trabalhadores em 2014, grande parte retornou ao lixão e permanece até hoje no local.

 

“Agora, o Ministério Público está em cima de novo para que sejamos retirados daqui, então precisamos ter segurança de que teremos para onde ir e com o que trabalhar”, declarou.

 

O representante estadual do Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis cobrou que o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) e o governador Pedro Taques (PSDB) compareçam ao aterro sanitário e dialoguem com eles.

 

“Eles ficaram de vir aqui nas campanhas, mas foram eleitos e sumiram. Queremos que passem um dia com a gente e vejam como vivemos. Queremos também que eles nos garantam que teremos condições para trabalhar quando formos retirados daqui”, contou.

 

O catador reiterou a importância do aterro sanitário da Capital para os trabalhadores que passam seus dias no local, à espera do lixo deixado por moradores de Cuiabá. 

 

“A questão é de necessidade. Ninguém está aqui por aventura. Todos estão para buscar seus sustentos, seus ganhos. Para muitos, é o único meio de sobrevivência”, afirmou.

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Alair Ribeiro/MidiaNews

Aterro Sanitário 2017

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Artur Jesus Picardo   02.10.17 07h03
Aqui no município tbm passa pela mesma situação Sema;Ibama faz projeto promete mas até agora não cumprio com nada
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Cidadão  01.10.17 14h55
Acompanho o aterro sanitário de Cuiabá desde a sua criação. O local foi planejado para guardar o lixo de forma adequada é dar dignidade aos catadores que trabalhavam no lixão da estrada de Chapada. Nenhuma coisa nem outra aconteceu. Culpa do Ministério Público que fez trocentos TAC e nunca puniu nenhum gestor público por responder pela situação.
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Francisco A. Machado  01.10.17 14h53
Primeiramente, aterro está fora de qualquer controle técnico. Difícil de cuidar, sempre virá lixão, já que o poder público mal implanta e nunca mais cuida. Contamina o lençol freático mais dia menos dia. Há solução para a questão? Há novas tecnologias para o tratamento do lixo produzudo, com investimento que resolve vários problemas: separa os recicláveis e os entrega embalados para as cooperativas, assim não há contato de pessoas com o lixo. Os orgânicos podem ir à combustão e produzir muita energia elétrica. O residido que sobra de cada tonelada é transformado numa barra de 1kg, um serve para doar para pequenos produtores como materia orgânica concentrada, outro tipo de barra de 1 kg serve para adicionar aos componentes asfáltica e melhorar sua qualidade e durabilidade. Prefeitos e secretários, pelo menos de Cuiabá da área de resíduos sólidos, fortemente discutido com Mauro Mendes e o Sr. Stopa que sempre fizeram vistas grossas; atualmente também. Stopa ainda diz publicamente que o MPE ele leva com a barriga, tamanha a sua irresponsabilidade. Somente para citar a atuação deste pedagogo nas questões ambientais, há cerca de 60 dias soltou milhares de jovens de Tilapia, acara ou cara africano, no Parque das Águas, ocasionando grande taxa de mortandade, tamanha sua ignorância sobre peixes e, obviamente, sobre qualquer assunto ambiental. Acha, e é bem assim, achismo, que sabe das coisas! Acha que pelo fato de ser do Partido Verde, PV, entende de meio ambiente e questões relacionadas. E assim a política vai maltratando o povo e fazendo nada em seu favor. Tudo por ignorância.
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