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29.06.2017 | 17h30 Tamanho do texto A- A+

Hospital de Cuiabá suspende atendimento pelo plano “MT Saúde”

Grupo Santa Rosa reclama de irregularidade no pagamento; atendimento de urgência e emergência será mantido

MidiaNews

A direção do Grupo Santa Rosa reclama que repasse mensal está atrasado em 90 dias

A direção do Grupo Santa Rosa reclama que repasse mensal está atrasado em 90 dias

DA REDAÇÃO

O Grupo Santa Rosa – composto pelo Hospital Santa Rosa, Santa Rosa Onco, Santa Rosa Lab, Santa Rosa Cor e Santa Rosa Imagem – anunciou, por meio de uma nota oficial, nesta quinta-feira (29), que, a partir da zero hora desta sexta-feira (30), está suspenso por tempo indeterminado o atendimento pelo “MT Saúde”, plano que contempla os servidores públicos estaduais.

Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos. A notificação sobre a suspensão dos serviços foi protocolada, no início da tarde desta quinta, junto à operadora.

Conforme a superintendente-executiva do Hospital Santa Rosa, Mara Nasrala, o plano de saúde vem fazendo o repasse mensal de forma inconstante e há um atraso real de quase 90 dias do repasse do mês de março último, o que inviabiliza a oferta de atendimento.

 

“A interrupção dos serviços acontece em decorrência do acúmulo de atraso nos repasses financeiros à unidade hospitalar”, disse.

Pelo mesmo motivo, a Cooperativa dos Médicos do Hospital Santa (Santa Rosa Coop) também anunciou a suspensão do atendimento pelo “MT Saúde” nos consultórios médicos.

 

São mais de 170 médicos associados que deixam de atender pelo pleno de saúde do funcionalismo público estadual.

O presidente do Santa Rosa Coop, o pediatra Antônio Manoel Cardoso Fernandes, lamentou o fato e disse que o usuário não tem responsabilidade pelos atrasos dos repasses do MT Saúde.

 

“Sabemos que as mensalidades já são descontadas na folha de pagamento dessas pessoas, mas também não podemos prestar um serviço sem receber por ele. O MT Saúde tem que ser responsabilizado por essa situação”, afirmou.

O médico explicou que a cooperativa também está tentando receber os repasses do mês de março. “Não estamos falando de um atraso de 45 ou 60 dias, mas sim de 90 dias”, disse.

Confira a íntegra da nota do Grupo Santa Rosa:

"Nota ao Público

O Grupo Santa Rosa informa à população de Mato Grosso que, a partir da zero hora desta sexta-feira (30 de junho), está suspenso por tempo indeterminado o atendimento pelo Plano de Saúde ‘MT Saúde’.

 

A interrupção dos serviços ocorre por consequência do atraso nos repasses financeiros à unidade hospitalar.

 

Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos.

Em respeito aos usuários e pacientes, o Grupo Santa Rosa lamenta profundamente a interrupção dos serviços e aguarda por seu reestabelecimento o mais breve possível.

 

A unidade aproveita para reforçar sua dedicação na busca do melhor atendimento, sempre priorizando o bem estar de seus usuários".

 

Outro lado

 

Por meio de nota, o Governo do Estado se posicionou sobre o caso.

 

Confira a íntegra da nota:

 

"O Governo do Estado esclarece que tem feito esforços para corrigir o equilíbrio econômico-financeiro do plano de saúde dos servidores públicos, o Mato Grosso Saúde.

 

Diante das dificuldades de caixa enfrentadas nos últimos meses, o Governo, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), trabalha em um grande plano para a quitação de débitos com a finalidade de garantir a permanência de todos os atendimentos. 

 

Desta forma, o Governo do Estado ressalta o compromisso com os hospitais e clínicas médicas credenciadas ao Mato Grosso Saúde e destaca o empenho da gestão em fazer a quitação dos débitos em atraso para a continuidade dos atendimentos".

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14 Comentário(s).

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Francisco Antonio de Almeisa  01.07.17 09h29
O MT Saúde é um plano de saúde dos servidores públicos estaduais e seus dependentes optantes pelo plano, administrado pelo governo do estado. Vale dizer que é feito desconto em folha de pagamento dos servidores e no caso dos dependentes é emitido boleto de cobrança e pago antecipadamente a qualquer atendimento. Lembrando que por ser um plano co'participativo, dos serviços que excedem o valor das mensalidades são cobrados através boletos emitidos após a prestação dos serviços Portanto neste caso o governo funciona como um mediador, ou seja: recolhe o dinheiro do servidor e de seus dependentes conveniados e o repassa à rede de prestadores de serviços médicos hospitalares conveniada. Trata-se do gerenciamento de um recurso alheio.Caso este recurso não é repassado ao destino combinado observa-se aí um crime que é a apropriação indébita prevista no código penal. Podemos então declarar que nosso governo está cometendo crime digno de ação criminal e penal.
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Roberio Amorim  30.06.17 18h42
Roberio Amorim, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
Neto  30.06.17 18h02
Neto, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
amarals  30.06.17 16h47
volta o Carlos Brito lá pelo amor de Deus
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maria bonita  30.06.17 12h03
Entendo a Direção do Hospital, porém ÚSUÁRIO é o unico prejudicado, visto q este paga RIGOROSAMENTE as mensalidade do plano de saude. Sr. Governador faça sua parte e pague a divida com seu cliente!!!
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