Cuiabá, Sexta-Feira, 3 de Abril de 2026
FRAUDES NA SAÚDE
03.04.2014 | 18h00 Tamanho do texto A- A+

Justiça Federal começa a liberar presos na Operação Fidare

Grupo é investigado por suposto desvio de R$ 2,5 milhões destinados à Saúde de Cáceres

Tony Ribeiro/MidiaNews

Operação Fidare: Jaqueline Souto foi presa na última terça-feira

Operação Fidare: Jaqueline Souto foi presa na última terça-feira

LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO
A Justiça Federal revogou, na tarde desta quinta-feira (3), a prisão temporária da dentista e servidora pública de Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá), Jaqueline Souto Faria Navarro, detida durante a Operação Fidare, deflagrada pela Polícia Federal em Mato Grosso e Goiás, na última terça-feira (1º).

Ela faria parte de um esquema que desviou R$ 2,5 milhões de verbas públicas federais destinadas a três programas federais de saúde do Município, entre os anos de 2011 e 2013, durante a gestão do ex-prefeito Túlio Fontes (PSB).

A decisão pela revogação é assinada pelo mesmo juiz que expediu os 30 mandados de prisão preventiva e 17 de prisão temporária, Mauro César Garcia Patini, da 1ª Vara Federal de Cáceres.

De acordo com o advogado da servidora, Huendel Rolim, o magistrado entendeu que não havia mais motivos para mantê-la presa, uma vez ela colaborou com as investigações e já havia prestado os depoimentos necessários para a Controladoria-Geral da União (CGU), que foram novamente colhidos pela Polícia Federal.

“Não tinha necessidade da custódia. Para mim, a ação da PF foi precipitada. Ela tem endereço certo, é servidora pública há 28 anos e sempre prestou esclarecimentos quando chamada”, disse.

De acordo com Rolim, a dentista é acusada de formação de quadrilha e fraude em licitação.

Jaqueline Navarro ocupou o cargo de secretária interina de Saúde no Município, em 2013, por 15 dias.

O advogado afirmou que a dentista, que se encontra presa em Cuiabá, deverá voltar para casa ainda hoje.

Desdobramentos


A decisão do juiz federal Mauro Patini sinaliza para a possibilidade de que outros presos temporários tenham seus mandados revogados, após prestarem os depoimentos necessários.

A dificuldade maior, porém, deve pairar sobre aqueles que tiveram mandados de prisão preventiva decretados, bem como no caso de alguns donos de empresas envolvidas nas supostas licitações fraudadas e no fornecimento de medicamentos.

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