O Brasil gerou cerca de 1,5 milhão de toneladas de lixo oriundo de equipamentos eletrônicos em 2016. Deste total, menos de 20% foram reciclados ou reutilizados, o que faz do País o segundo maior produtor deste tipo de material, atrás apenas dos Estados Unidos.
Os dados constam de um relatório elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e foram divulgados em dezembro do ano passado.
Quando descartadas sem cuidado no ambiente, as chamadas sucatas eletrônicas – computadores, TVs, impressoras celulares, lâmpadas, fios etc – representam um grave problema ambiental. Mantidas em casa, ocupam espaço e causam transtorno.

Em Cuiabá, uma das empresas que tentam resolver os dois problemas é a Ecodescarte, que há seis anos se especializou na coleta desse tipo de "relíquia" digital.
“Não acredito que sejamos a única do mercado em Cuiabá, mas com certeza somos a única que emite certificado de destinação do produto”, diz o proprietário da Ecodescarte, Thiago Pegorini.
Segundo ele, o diferencial do serviço é o recolhimento a domicílio dos materiais. “A pessoa ou empresa junta um volume considerável de lixo eletrônico e nós recolhemos”, explica.
O serviço de coleta é gratuito, exceto para materiais como lâmpadas florescentes, pilhas e toners – que contêm material contaminado – é cobrada uma taxa. De acordo com Pegorini, a descontaminação desse material tem um custo, e por isso ele é repassado para o consumidor.
No caso das lâmpadas florescentes, a descontaminação é feita no local, com o auxílio de um equipamento trazido da Alemanha. No processo, o mercúrio expelido pela lâmpada é extraído e produto fica “limpo” para o meio ambiente.
“Se houver o descarte incorreto desse objetos que contêm material contaminante, há o risdco de contaminação do lençol freático e de prejuízos à nossa saúde”, explica.
Além da reciclagem, existe a possibilidade da reutilização. Nesses casos, a empresa vende os aparelhos a preços simbólicos para técnicos de informática que os desmontam para a retirada de peças.
No estoque da empresa, há diversos notebooks, impressoras e televisores. “Em relação a esses produtos, não garantimos a funcionalidade de nada. Normalmente, as pessoas vêm aqui e compram para reutizar em outros aparelhos”.
A Ecodescarte consegue reciclar mensalmente cerca de 10 a 15 toneladas.
Criação da empresa
A ideia de montar a empresa de reciclagem veio em razão de outro negócio da família de Pegorini: uma loja de compra e venda de aparelhos usados de informática.
Ele conta que muito clientes traziam à empresa aparelhos eletrônicos já que não possuíam mais valor de mercado.
Nesse processo, Thiago e o irmão tiveram a ideia de abrir outra empresa e profissionalizar a reciclagem dos eletrônicos.
“Vimos a necessidade também de emitir o ‘Certificado de Destinação Correta dos Resíduos’”, disse.
Serviço
A Ecodescarte fica na rua Miranda Reis, 151, no Bairro Poção. Para mais informações ligue no número 3025-7336.
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1 Comentário(s).
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| dauzanades 06.05.18 11h13 | ||||
| Se fosse só nisso estaria bem, mas é em todos os sentidos com exceções de roubalheira política e armações judiciais e na polícia. | ||||
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