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06.05.2018 | 09h00 Tamanho do texto A- A+

Mato Grosso engatinha na reciclagem de lixo eletrônico

Há 6 anos, empresa em Cuiabá faz descarte adequado de lixos eletrônicos

Reprodução

Empresa em Cuiabá emite certificado de destinação do produto

Empresa em Cuiabá emite certificado de destinação do produto

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O Brasil gerou cerca de 1,5 milhão de toneladas de lixo oriundo de equipamentos eletrônicos em 2016. Deste total, menos de 20% foram reciclados ou reutilizados, o que faz do País o segundo maior produtor deste tipo de material, atrás apenas dos Estados Unidos.

 

Os dados constam de um relatório elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e foram divulgados em dezembro do ano passado.

 

Quando descartadas sem cuidado no ambiente, as chamadas sucatas eletrônicas  computadores, TVs, impressoras celulares, lâmpadas, fios etc  representam um grave problema ambiental. Mantidas em casa, ocupam espaço e causam transtorno.

 

Não acredito que sejamos a única do mercado em Cuiabá, mas com certeza somos a única que emite certificado de destinação do produto

Em Cuiabá, uma das empresas que tentam resolver os dois problemas é a Ecodescarte, que há seis anos se especializou na coleta desse tipo de "relíquia" digital.

 

“Não acredito que sejamos a única do mercado em Cuiabá, mas com certeza somos a única que emite certificado de destinação do produto”, diz o proprietário da Ecodescarte, Thiago Pegorini.

 

Segundo ele, o diferencial do serviço é o recolhimento a domicílio dos materiais. “A pessoa ou empresa junta um volume considerável de lixo eletrônico e nós recolhemos”, explica.

 

O serviço de coleta é gratuito, exceto para materiais como lâmpadas florescentes, pilhas e toners  – que contêm material contaminado – é cobrada uma taxa. De acordo com Pegorini, a descontaminação desse material tem um custo, e por isso ele é repassado para o consumidor.

 

No caso das lâmpadas florescentes, a descontaminação é feita no local, com o auxílio de um equipamento trazido da Alemanha. No processo, o mercúrio expelido pela lâmpada é extraído e produto fica “limpo” para o meio ambiente.

 

“Se houver o descarte incorreto desse objetos que contêm material contaminante, há o risdco de contaminação do lençol freático e de prejuízos à nossa saúde”, explica.

 

Além da reciclagem, existe a possibilidade da reutilização. Nesses casos, a empresa vende os aparelhos a preços simbólicos para técnicos de informática que os desmontam para a retirada de peças.

 

No estoque da empresa, há diversos notebooks, impressoras e televisores. “Em relação a esses produtos, não garantimos a funcionalidade de nada. Normalmente, as pessoas vêm aqui e compram para reutizar em outros aparelhos”.

 

Ecodescarte consegue reciclar mensalmente cerca de 10 a 15 toneladas. 

 

Criação da empresa

 

A ideia de montar a empresa de reciclagem veio em razão de outro negócio da família de Pegorini: uma loja de compra e venda de aparelhos usados de informática.

 

Ele conta que muito clientes traziam à empresa aparelhos eletrônicos já que não possuíam mais valor de mercado.

 

Nesse processo, Thiago e o irmão tiveram a ideia de abrir outra empresa e profissionalizar a reciclagem dos eletrônicos.

 

“Vimos a necessidade também de emitir o ‘Certificado de Destinação Correta dos Resíduos’”, disse.

 

Serviço 

 

A Ecodescarte fica na rua Miranda Reis, 151, no Bairro Poção. Para mais informações ligue no número 3025-7336.

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dauzanades  06.05.18 11h13
Se fosse só nisso estaria bem, mas é em todos os sentidos com exceções de roubalheira política e armações judiciais e na polícia.
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