Cuiabá, Sábado, 4 de Abril de 2026
CONTRA ANSIEDADE
20.05.2021 | 08h26 Tamanho do texto A- A+

Na pandemia, professora aprende a costurar sozinha e tenta empreender

Jeinniffer Guimarães já conquistou clientes através de postagens em rede social

Divulgação

Jeinniffer Guimarães iniciou a costura para não ficar ansiosa

Jeinniffer Guimarães iniciou a costura para não ficar ansiosa

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

Em meio a ansiedade gerada pela pandemia, a professora Jeinniffer Guimarães, de 30 anos, encontrou na costura um refúgio para as incertezas do momento e transformou o hobby em seu novo empreendimento.

 

Em entrevista ao MidiaNews, a professora, que mora em Várzea Grande e leciona o ensino básico para crianças em Cuiabá, conta que a ideia de começar a costurar veio após uma conversa com a irmã.

 

Segundo Jeinniffer, em março do ano passado, com o início do isolamento social, toda a atmosfera de incertezas gerada pela pandemia fez com que despertasse uma grande ansiedade dentro dela.

 

Ao pedir conselhos para a irmã, ela sugeriu que Jeinniffer buscasse alguma atividade que pudesse ser feita em casa e funcionasse como um refúgio nas horas que a incerteza sobre o futuro a atingisse. Então, ela usou a costura como forma de se acalmar nesses momentos difíceis.

 

Sem experiência na área, a professora relata que não fez cursos para conseguir costurar e buscou tutoriais na internet. Sozinha, Jeinniffer passou a aperfeiçoar suas habilidades e descobriu uma nova paixão: confeccionar suas prórprias peças de roupa.

 

Costuro a mais ou menos oito meses. Depois que adquiri a máquina pensando que seria só algo para me ajudar na ansiedade, percebi o quanto estar ali costurando me fazia bem.

Aos poucos Jeinniffer foi conhecendo seu estilo como costureira e investiu em uma máquina para potencializar suas produções.

 

“Costuro há mais ou menos oito meses. Depois que adquiri a máquina pensando que seria só algo para me ajudar na ansiedade, percebi o quanto estar ali costurando me fazia bem”, afirma.

 

A professora conta que no início de suas produções se inspirava nas peças que tinha no seu próprio guarda-roupa, até para ter uma referência da estrutura das costuras. No entanto, com o passar do tempo, Jeinniffer encontrou seu estilo nas peças mais românticas, no modelo de vestidos e blusas femininas.

 

Chance de empreender

 

Com mais tempo de prática, a professora percebeu que com suas habilidades poderia começar a costurar roupas que antes via nas redes sociais e não podia comprar. Pouco a pouco, a atividade, que se iniciou como um hobby, foi abrindo a visão da professora para novas oportunidades.

 

Inspirada nas costureiras que segue no Instagram, ela relata que buscou ajuda da filha de 10 anos para fazer alguns vídeos e postar seus modelos na sua própria rede social. Jeinniffer afirma que desde o início recebeu apoio da família, principalmente da pequena que, mais próxima das tecnologias, não poupou esforços para ajudar na divulgação da mãe.

 

“Em todos os modelos que faço sempre busco a opinião dela. Desde o início ela demonstrou admiração me fazendo acreditar que eu poderia fazer peças cada vez melhores”, conta.

 

Com a divulgação nas redes sociais, mais pessoas começaram a gostar das peças e fizeram as primeiras encomendas com a professora. Além dos pedidos, ela conta que recebeu muito apoio de outras costureiras que se impressionaram com sua evolução, apesar de não ter feito nenhum curso.

 

Aos poucos ela foi percebendo que as encomendas estavam rendendo financeiramente e, por conta disso, a professora passou a sonhar com seu mais novo objetivo, poder viver da costura e abrir sua própria marca de roupa.

 

“Acredito que no futuro eu possa criar uma marca e abrir uma loja. Não vou dizer que hoje posso contar com essa pequena renda extra, mas sei que com mais planejamento e tempo isso possa vir a ser uma realidade”, afirma.

 

Planos futuros

 

Hoje Jeinniffer concilia a costura com sua carreira de professora. Ao ser questionada sobre o duplo ofício, ela define como um desafio, principalmente por ter que lecionar para crianças de forma online.

 

Assim, ela divide seu tempo com os planejamentos das atividades em Ensino a Distância (EAD) e reserva as noites e os fins de semana para se dedicar à costura.

 

Apesar de ter aprendido o que sabe sozinha, também estão nos planos da professora fazer cursos para se profissionalizar. Ela conta que agora ainda não consegue fazer roupas jeans, camisas sociais entre outras peças mais sofisticadas, por isso espera conseguir comprar uma máquina overlock, necessária para a construção dessas peças e para aperfeiçoar os acabamentos.

 

Enquanto ainda não abre a loja de sua marca, Jeinniffer usa seu Instagram como principal plataforma de anúncios das suas roupas, assim como as costureiras que inspiraram seu começo na costura. Com mais admiradores de seu trabalho a cada dia, ela se dedica em interagir na rede social e aguarda para deslanchar com seu novo  empreendimento.

 

“Tento sempre pensar no que as minhas possíveis clientes gostariam de ver. Hoje a costura é minha paixão e poder viver dela seria um sonho”, finaliza.

 

 

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