Cuiabá, Sábado, 4 de Abril de 2026
AMBIENTE E TURISMO
01.06.2023 | 07h57 Tamanho do texto A- A+

"Projeto de MT é revolução na pesca esportiva", diz referência

Johnny Hoffmann: "Quanto mais peixe tiver na natureza, mais pescadores vão existir"

O pescador esportivo profissional Johnny Hoffmann, que apoia projeto

O pescador esportivo profissional Johnny Hoffmann, que apoia projeto

DA REDAÇÃO

O pescador esportivo profissional Johnny Hoffmann, referência nacional no esporte, afirmou que o projeto de “transporte zero” de peixes representa “uma revolução na pesca esportiva”, além de beneficiar os ribeirinhos que vivem da pesca.

Quanto mais peixe tiver na natureza, mais pescadores vão existir, mais guias de pesca vão ser contratados, mais lojas de pesca vão abrir


A proposta do Governo do Estado prevê que no período de cinco anos, a começar em 1º de janeiro de 2024, o transporte, armazenamento e comercialização do pescado fiquem proibidos em todos os rios de Mato Grosso. Durante esse período será permitida a modalidade pesque e solte, assim como a pesca de subsistência.

Hoffmann atua no ramo desde 1996 e já foi redator de revistas especializadas como a Pesca & Cia. Ele dirigiu e apresentou programas da FISH TV, e é influenciador digital na conscientização da preservação de peixes e rios.

“Essa é uma grande notícia, que pode fazer uma revolução no futuro da pesca esportiva no Brasil. O ribeirinho poderá continuar comendo o peixe, sem problema nenhum, e o pescador comercial profissional que a cada dia vê os estoques acabarem, vai receber um valor mensal do governo”, relatou o pescador.

Ele destacou que a pesca esportiva vai trazer mais desenvolvimento para o turismo mato-grossense, além de ser uma atividade sustentável que respeita o meio ambiente. 

“Quando essa medida for implantada, vai ficar comprovado que era para ter sido tomada há muito tempo. A pesca esportiva gera mais desenvolvimento e todos ganham, porque as pessoas não vão parar de pescar, então quem trabalha na área vai continuar trabalhando. Quanto mais peixe tiver na natureza, mais pescadores vão existir, mais guias de pesca vão ser contratados, mais lojas de pesca vão abrir. Quanto mais peixe tem, mais a cadeia da pesca esportiva gira”, pontuou.

A opinião é compartilhada pelo empresário Jango, do Pesca e Aventura com o Jango. Ele ressaltou que o projeto também traz oportunidades para que os ribeirinhos e pescadores artesanais possam se profissionalizar e ter uma renda maior. 

“Com essa medida do Governo do Estado, nosso estoque pesqueiro vai crescer e vai crescer muito. E além do Governo remunerar os ribeirinhos, vai dar oportunidade de renda.  Porque o ribeirinho poderá ser guia de turismo, e trabalhar de forma que preserve o rio. E isso é muito importante”, opinou.

O projeto 

No caso dos pescadores artesanais, o projeto do Governo estabelece o pagamento de auxílio financeiro por três anos. O profissional receberá qualificação em programas da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania para o turismo ecológico e pesqueiro e de produção sustentável da aquicultura.

A medida foi necessária em razão da redução dos estoques pesqueiros em rios do Estado, colocando em risco várias espécies nativas de Mato Grosso e estados vizinhos. Além da preservação das espécies e combate à pesca predatória, o objetivo do projeto também é fomentar o turismo no Estado e garantir emprego e renda para as famílias.

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Glaucio   01.06.23 22h13
Eu não sou pescador profissional, sou pescador de fim de semana ! Eu vou pescar em Santo Antônio e só vejo pescador vir com uma cambada de pacu peva e uma ou duas peraputangas . Realmente não tem mais peixe, mas vamos usar o bom senso , quem está acabando com o peixe não são os pescadores de fim de semana . Então minha sugestão é não sermos tão radiciais , vamos mais uma vez colocar a mão na consciência e deixar os pescadores de fim de semana ir pescar e trazer um “bocadinho “ de pacu peva pra fazer um caldo com a família, até porque não estou falando em encher o freezer mas em fazer uma janta em comemoração a pescaria . Família reunida, pacu peva frito e ensopado é tudo de bom xomano . Acho boa a iniciativa, mas não vamos ser tao radicais . Ei de endurecer , mas perder a ternura jamais. Que DEUS nos abençoe 🙏🏻
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João Campos  01.06.23 16h08
Alô deputados, nossa tradição aqui é comer petchê! Se não puder mais transportar e comercializar peixe, quem vai abastecer nossas tradicionais peixarias (são Gonçalo, bom sucesso ...) ? Peixes de tanque? Vamos ser razoáveis. Vamos valorizar nossa tradição e culinária.
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