Cuiabá, Sexta-Feira, 3 de Abril de 2026
CÁCERES
21.02.2018 | 15h20 Tamanho do texto A- A+

Servidora diz que foi exonerada da Câmara após fazer ensaio nu

A assistente social Niuara Artiaga Silva, de 29 anos, diz que tem sido vítima de assédio

Darlan Brunel

Niuara Jéssica Artiaga Silva em ensaio fotográfico: reclamação no Face

Niuara Jéssica Artiaga Silva em ensaio fotográfico: reclamação no Face

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

A assistente social Niuara Jéssica Artiaga Silva, de 29 anos, foi exonerada da Câmara de Vereadores de Cáceres (225 km de Cuiabá), após a divulgação de um ensaio fotográfico com nu artístico.

 

A exoneração de Niuara, que ocupava o cargo de assessora de gabinete da vereadora Elza Bastos (PSD), foi assinada na última sexta-feira (16) e publicada na terça-feira (20).

 

O fotógrafo, Darlan Brunel, que fez o ensaio, divulgou uma foto no dia 14 de janeiro. “Hoje compartilho com vocês uma prévia do primeiro ensaio que retrata a sensualidade das curvas femininas. Agradeço a modelo @niuaraartiaga pela confiança e atitude”, disse o fotogrado em postagem no facebook.

 

 

Venho informar que não sou garota de programa, como tem gente imaginando, apenas por eu ter feito esse ensaio fotográfico

De acordo com uma postagem feita pela servidora na rede social, a situação é “constrangedora” e “machista”. “Fui exonerada do meu trabalho por ter feito o ensaio fotográfico”.

 

A jovem afirma que fez nu artístico para ajudar o fotógrafo profissional a divulgar seu trabalho. “Sem abonos ou presentinhos por isso”, afirma. 

 

Ela conta que tinha consciência que poderia ser vítima de assédio. “No entanto tem muito ‘homem’ sendo inconveniente e ofensivo querendo saber valores pra eu me sujeitar a uma saidinha, passeio, ou o famoso PG e até a compra das fotos”, disse no Facebook.

 

"Machismo"

 

“E venho informar que não sou garota de programa, como tem gente imaginando, apenas por eu ter feito esse ensaio fotográfico”, afirmou.

 

“Esse tipo de atitude, infelizmente, é uma consequência do machismo da nossa sociedade, que naturaliza a ideia de que mulheres estão sempre disponíveis e interessadas pelo ato sexual e ainda são consideradas vulgares”, diz a postagem.

 

Em seu texto, a ex-servidora disse que assédio sexual é crime prescrito na Lei de Contravenções Penais. A reportagem entrou em contato com a Câmara dos Vereadores de Cáceres, mas não foi atendida.

 

Confira postagem:

 

Reprodução

print servidora

 

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COMENTÁRIOS
2 Comentário(s).

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Walter  22.02.18 10h17
Diferente de que muitos pensam o servidor público não se separa da pessoa que ocupa o cargo. Ele tem que manter uma postura de discrição e comportamento. Ela afirma que foi machismo, vamos fazer a analogia, se um servidor homem aparece em rede social com fotos dele nu. Igualmente seria criticado e demitido. Inclusive em outros países um simples vazamento de fotos de nudez bastam para um ministro pedir exoneração. Ele nem espera ser demitido. O problema do Brasil é que ninguém quer ser julgado pelos seus atos, todos querem ter direitos e mais direitos mas nenhum dever...
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camila  22.02.18 09h35
Cada ação uma reação, pense bem antes de se expor! fica a dica.
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