Cuiabá, Sexta-Feira, 19 de Abril de 2019
BRAÇOS CRUZADOS
11.02.2019 | 16h10 Tamanho do texto A- A+

Servidores de MT paralisam as atividades por 24 horas nesta terça

Eles exigem salário integral até dia 10, garantia ao RGA e o não aumento da alíquota previdenciária

Alair Ribeiro/MídiaNews

O sindicalista Oscarlino Alves: "Não aceitaremos mais atrasos"

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

Os servidores estaduais ligados a ao menos cinco sindicatos de Mato Grosso vão paralisar as atividades por 24 horas nesta terça-feira (12). Entre as categorias envolvidas no ato, estão a dos professores e dos servidores da área da Saúde.

 

Os trabalhadores protestam contra o parcelamento do salário e do 13º e pedem garantia ao pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e o não reajuste da contribuição previdenciária.

 

Em Cuiabá a concentração será na frente do Tribunal Regional do Trabalho  (TRT), no Centro Político Administrativo, às 14h. A ação ainda deve acontecer em cidades polos no interior.

 

Conforme o Fórum Sindical - entidade que reúne vários sindicatos -, os servidores da Segurança Pública não confirmaram a paralisação, mas farão assembleia. Pela legislação, a Polícia Militar é proibida de fazer greve.

 

Entre os que já anunciaram a paralisação, estão o Sindicato dos Servidores do Meio Ambiente de Mato Grosso (Sintema), Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig), Sindicato Servidores Públicos do Desenvolvimento Econômico Social (Sindes), Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma) e o Sindicado dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep). 

 

“Não aceitaremos mais atrasos. E mesmo se alguns receberem por faixa, o espírito de solidariedade da nossa categoria será o diferencial de todos na luta por mais respeito. E diante disso os quase 6 mil servidores públicos da Saúde deliberaram pela construção da greve por tempo indeterminado”, disse o sindicalista Oscarlino Alves, presidente Sisma.

 

Na última semana, o governador Mauro Mendes (DEM) sancionou medidas que visam o equilíbrio financeiro do Estado. Alguns dos pontos não agradaram servidores.

 

Um dele é acerca da concessão da RGA. Com a nova legislação, a correção salarial fica condicionada à existência de capacidade financeira do Estado. 

 

Entre as medidas de Mendes que desagradam aos servidores, estão a alteração nas regras do MT Prev e a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) Estadual.

 

Ainda é alvo de demanda o escalonamento salarial, que vem sendo praticado pelo Executivo desde o ano passado. 

 

Nesta segunda-feira (11), todos os servidores do Estado receberam até R$ 5,2 mil. O restante da folha será quitado em mais duas parcelas - dia 14 e 25 de fevereiro.

 




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COMENTÁRIOS
6 Comentário(s).

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AMARILDO JOBIM CAMPOS NEVES  12.02.19 16h36
Inadmissível , trabalhar e não receber. Quanto a questão do serviço prestado ser de má qualidade, saibam que existem ferramentas para demitir esses maus servidores. o problema é que não são usadas. Quem é contrário à uma greve justa como essa com certeza tentou mas não teve a capacidade de ser aprovado em concurso nenhum
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Vanderson  11.02.19 23h22
É isso que dá o estado deixar os sindicatos se aparelharem, greves em cima de greves, servidor público deveria ser igual funcionário privado, pois muitos (Não Todos) não prestam um serviço de qualidade além de usar o cargo somente como cabide.
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MARCO ANTONIO GOUVEA  11.02.19 22h54
Inadmissível o senhor governador parcelamento de salário de servidores, verdadeiro derespeito para quem é a parte mais importante na máquina administrativa, os servidores tem que dar a resposta urgente a paralização ou não pagamento da RGA, por dois anos, se os servidores se calarem o prejuízo será muito grande, não há mais tempo, somentevreata a paralisação.
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Jonas   11.02.19 21h42
Respeito os servidores do estado mais nenhum hoje receberia na iniciativa privada salário igual ao estado. Se tá ruim pede pra sair e vai pra iniciativa privada vai empreender vira empresário pra ver como é ótimo. Fazem baderna por causa de atraso salarial e fornecedor que está a 10 meses sem receber vocês não falam nada sem dizer que o serviço público é péssimo. Se o estado fosse uma empresa privada funcionava com a metade dos servidores do estado
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Nilciney Maria de Brito Lehnen   11.02.19 20h46
Sou viúva o meu não apareceu na conta ate agora
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