Cuiabá, Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019
SEM VERBA PÚBLICA
02.03.2019 | 19h50 Tamanho do texto A- A+

Escritor: “Não apoiar é um erro; Carnaval é cultura e dá retorno”

Autor cuiabano e folião, Ivens Scaff lamenta política de corte de verba para a Folia de Momo

Cintia Borges/MidiaNews

O escritor e médico Ivens Scaff, defensor do Carnaval cuiabano

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O médico, intelectual e escritor cuiabano Ivens Scaff, de 68 anos, é um notório folião e conhecedor da história do Carnaval da cidade. Dos tradicionais blocos nos bairros aos desfiles das escolas de samba na Avenida Mato Grosso, Scaff vivenciou o auge da Folia de Momo. Hoje, lamenta, aquele espírito carnavalesco não existe mais.

 

Para o escritor, o Carnaval cuiabano começou a definhar ainda na década de 70, quando a grande enchente do Rio Cuiabá causou enormes danos nos bairros onde os blocos se reuniam. 

 

"Depois houve uma tentativa de se fazer um Carnaval à carioca, com escolas de samba. Funcionou uns dois ou três anos. De lá para cá, tem muita gente querendo fazer o Carnaval, mas o Carnaval de rua precisa de dinheiro. Se não tiver dinheiro, não sai", diz o escritor.

 

Segundo Scaff, é um erro a política adotada por gestores de cortar verba pública destinada à folia, uma vez que a festa é uma grande manifestação cultural que dá retorno financeiro. 

Quem não gosta de samba bom sujeito não é. Eu acho um absurdo isso: "Ah, não tem dinheiro"

 

Nesta semana, o escritor recebeu o MidiaNews para uma entrevista, em que ele ainda falou de outros temas, como literatura, 300 anos de Cuiabá e abandono do Centro Histórico.

 

MidiaNews – O senhor é um dos grandes conhecedores e apaixonados pelo Carnaval. Como vê a festa em Cuiabá hoje em dia?

 

Ivens Scaff – Para falar de Carnaval hoje, temos que voltar para o ano de 1974. Porque quem fazia o Carnaval popular cuiabano eram três bairros que existiam próximo ao ginásio, na Avenida Beira Rio. Eram três bairros, muito populosos, que na enchente de 74 foram evacuados. Era o Terceiro de Fora, o Terceiro de Dentro e Várzea Ana Poupina. Basicamente ali eram os carnavais com blocos, pois nós não tinhamos escolas de samba. Eram os blocos Sempre Vivinha, Coração da Mocidade, Marinheiros dos Samba... E que faziam batalhas de confete, coisas assim...

 

Isso [a enchente] mudou muito o Carnaval cuiabano porque desestruturou tudo. Depois houve uma tentativa de se fazer um Carnaval à carioca, com escolas de samba.

 

Funcionou uns dois ou três anos. De lá para cá, tem muita gente querendo fazer o Carnaval, mas o Carnaval de rua precisa de dinheiro. Se não tiver dinheiro, não sai. De vez em quando eu vejo alguém querendo algum patrocínio - e tem muita dificuldade.

 

MidiaNews – Se não há Carnaval de rua, nem com escolas de samba, o que sobrou, afinal, do Carnaval em Cuiabá?

 

Ivens Scaff – Bom, parece que vai ter um Carnaval na Avenida Beira Rio bancado por uma fábrica de cerveja. Eu não sei se vou pular Carnaval, porque estou enrolado com meu livro que tenho que terminar. Mas talvez eu iria para Santo Antônio do Leverger, que é um Carnaval que quase acabou por excesso de sucesso. Lá, tem um Carnaval com siriri, cururu e tudo mais. Ainda tem a Varginha [comunidade em Santo Antônio do Leverger] e Chapada dos Guimarães. Cuiabanos viajam muito para o Rio de Janeiro. Então ficou meio "espalhadão".

  

 

MidiaNews – O Carnaval de salão é outra tradição que não existe mais, não é mesmo?

 

Ivens Scaff – Inclusive porque acabaram os clubes. Houve esse fenômeno estranho aqui. Nós não temos clubes. Tinham clubes que movimentavam toda a população cuiabana. Tinham clubes dos mais ricos, como o Dom Bosco, Clube Feminino, e outros mais pobres. Eu me lembro que com 15 anos eu ia em todos. A gente ia nas tais batalhas de confete e desfiles de mácaras. Hoje, isso é inadmissível pela violência.

 

MidiaNews – A violência ajudou a acabar com a tradição do Carnaval antigo, familiar?

 

Ivens Scaff – O Carnaval acabou antes da violência chegar. Mas se tentassem reviver esse Carnaval, você enfrentaria um bando de mascarados e ninguém saberia quem estaria por trás.

 

MidiaNews – Podemos dizer que o Carnaval tradicional morreu?

 

Ivens Scaff – Do jeito que era sim. Eu nunca fui na Beira Rio para ver o Carnaval. Mas conheço gente que vai. E disse que funciona. Vamos ver como será esse ano.

 

MidiaNews – Como vê a questão do uso exagerado de bebidas alcóolicas e drogas durante esse período?

 

Ivens Scaff – Carnaval tem a ver com bebedeira, mas não tem a ver com droga, não. Ninguém consegue se drogar e sair dançando três dias. A droga é um problema sério em Cuiabá - sobre isso não há dúvida. Hoje, os jovens dizem que usam um cristal, um docinho - que são as novas drogas – sem a mínima vergonha.

 

MidiaNews – O senhor, como apreciador da língua portuguesa, gosta das letras de músicas de Carnaval?

 

Ivens Scaff – Letra de música de Carnaval sempre foi deboche puro. Eu acho que está tudo do mesmo tamanho. Agora Cuiabá tinha uma coisa muito bacana, que era o concurso de música local. Nós tínhamos grandes compositores locais. Tínhamos o "Manel Goiaba" e o  Gentil Bussiki. A Rádio Voz do Oeste promovia concursos, que faziam com que Cuiabá tivesse o próprio repertório. Não eram bem sambas, eram marchinhas. 

 

Por exemplo, uma vez teve um escândalo aqui, que esconderam o dinheiro roubado nas bocas de lobo da Prainha, que na época era aberta. Deu uma chuva e levou todo aquele dinheiro que estava escondido. Então fizeram uma música assim: “Você quer dinheiro? Quá quá quá quá. Vai no córrego da Prainha, é só ‘panhar’” (risos).

 

Então, sempre tinha a ver com a nossa realidade. E isso é uma característica do cuiabano. A música do Senhor Divino lá atrás era: “Senhor Divino, cadê seu pão?”. Tinha um político que se chamava Manoel Galvão, e o povo cantava: “Senhor Divino, cadê seu pão? Ta lá na casa de Mané Galvão”. Essa característica do cuiabano não mudou.

 

MidiaNews – Recentemente, o senhor fez uma postagem no Facebook criticando o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro em relação ao Carnaval.

 

Ivens Scaff – Eu acho que o prefeito é o cara que tem que ficar na cidade. Ele é um funcionário público da cidade, tem que estar trabalhando aqui [durante o Carnaval]. Eu gostaria de saber muito para onde ele vai?

  

 

MidiaNews – Acha que ele deixou a desejar com o Carnaval deste ano em razão dos projetos para os 300 anos da ciade?

 

Ivens Scaff – Eu não sei o que está sendo feito para os 300 anos. Só que está bem aí, e eu não vejo nada. Vi que tem um movimento de Cuiabá 300 anos, mas não sei até que ponto isso está atrelado à Prefeitura ou não. 

 

Eu esperava que os 300 anos de Cuiabá valessem mais a pena. Embora Cuiabá não é 300 anos. No meu livro, por exemplo, eu falo do primeiro bandeirante que chegou aqui, Antônio Pires de Campos, em 1688. Então temos muito mais idade. Mas a fundação oficial da cidade é 1719.

 

MidiaNews – Acha que os projetos não ficarão prontos?

 

Ivens Scaff – Eu não vi nada concreto ainda. Por exemplo: eu sei que Moacir Freitas, o artista, desenhou um monumento com três canoas para ser posto lá em São Gonçalo, que é o nosso marco zero. O projeto já está pronto, mas até agora, cadê? O Rio Cuiabá não teve nenhuma melhora. Ninguém melhorou o esgoto da cidade.

 

MidiaNews – Os projetos lhe parecem cosméticos?

 

Ivens Scaff – Cosmético. A palavra é essa. O que teremos nos 300 anos? A queda da Gráfica Pepe? A queda da Casa de Bem Bem? Aí a culpa não é de uma pessoa só. O Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] tem uma culpa muito grande. Porque o Iphan pega para ele e não cuida. Essa coisa de patrimônio é complicada. Porque todo mundo que fala sobre patrimônio leva em conta tudo, menos o dono da casa. Ele não pode fazer nada, não tem um IPTU liberado, não tem nenhuma vantagem. Então, o dono fica torcendo para que a casa venha a baixo, porque ela vale mais no chão.

Cosmético. A palavra é essa. O que teremos nos 300 anos? A queda da Gráfica Pepe? A queda da Casa de Bem Bem?

 

MidiaNews – O senhor, como um cuiabano nato, deve ter andado muito por aquele Centro Histórico na infância e juventude. Como é vê-lo caindo aos pedaços?

 

Ivens Scaff – É complicado. Na realidade eu sou do Porto. Então eu sofri uma transformação de um lugar altamente populoso, altamente comercial, altamente residencial, que agora é só comercial. Tirando a Rua 13 de Junho, o resto não segurou a vitalidade que tinha. Isso é falta de planejamento também.

 

MidiaNews – E o projeto da reforma da Feira Porto, acha que é bom?

 

Ivens Scaff – Eu não estou por dentro, mas soube que estão fazendo. Acho que é uma coisa boa sim porque o Mercado acabou assumindo um papel que não estava tão programado. A "cuiabanada" toda vai para lá no sábado de manhã, a turma toda antiga. Já se tornou um programa para eles no sábado de manhã. E ali você encontra gente que só encontrava em velório (risos).

 

MidiaNews – Voltando ao Carnaval: o senhor vai passar onde esse ano?

 

Ivens Scaff – Bom, o meu projeto de Carnaval esse ano é terminar o meu livro. Já estou na página 254 e o livro não termina.  Se chama “Além Tordesilhas” e se passa em 1688. É uma ficção sobre a chegada de Antônio Pires de Campos, que dá o nome do morro da Prainha, que foi o primeiro branco que chegou aqui. Mas claro que eu vou dar uma fugida no Carnaval e deve ser para Chapada dos Guimarães.

 

MidiaNews – O senhor acha que não há mais Carnaval em Cuiabá ?

 

Ivens Scaff – Não há. Tinha os desfiles que aconteciam na Avenida Mato Grosso. Eu desfilei lá. Teve uma vez que fizeram uma homenagem para Liu Arruda e cada um dos amigos dele foi vestido como um personagem.

 

Naquela época o Carnaval de rua atraía muita gente. Agora deixaram morrer.

 

MidiaNews – O que falta para voltar a ser o que era antes?

 

Ivens Scaff – Falta dinheiro, falta criatividade... Alegria para fazer o Carnaval as pessoas têm. Os blocos estão atrofiados por falta do incentivo, por isso que eu fiz aquela brincadeira no Facebook: "Se não houver Carnaval, onde que o alcaide vai passar a Folia de mMmo?" Falta incentivo da Prefeitura e do Estado.

 

MidiaNews – Recentemente o Ministério Público de Contas recomendou que o poder público não destinasse recursos para o Carnaval por causa da crise econômica.

 

Ivens Scaff – A crise passa muito mais por esse pessoal que está de tornozeleira e não devolveu dinheiro nenhum. Quem não gosta de samba bom sujeito não é. Eu acho um absurdo isso: "Ah, não tem dinheiro".

  

 

O Carnaval faz parte da cultura brasileira, faz parte da cultura cuiabana. O cuiabano sempre gostou de Carnaval, até pela ligação que tinha com o Rio de Janeiro, através do Rio Cuiabá. Antigamente todo mundo que estudava no Rio de Janeiro trazia esse amor pelo samba.

 

MidiaNews – Quando eles fazem esse apontamento, o senhor acha que estão tirando um pouco da cultura do cuiabano?

 

Ivens Scaff – Acho que isso é uma discussão rasa. É uma pessoa que está com preguiça de pensar. E acho que isso é uma desculpa boba. O Carnaval movimenta o comércio, as pessoas do interior vêm para o Carnaval, é turismo e tem retorno econômico. Então acho que isso é desculpa de quem não parou para pensar direito, de quem não entende que cultura também traz dinheiro. Acho que tem que pegar o dinheiro do pessoal que está com tornozeleira, que aí vai sobrar. E aí sim pode investir no Carnaval, ou em livros, ou em grupo de teatro...

Acho que isso é uma discussão rasa. É uma pessoa que está com preguiça de pensar. E acho que isso é uma desculpa boba

 

MidiaNews  Para o senhor, o Carnaval é cultura como literatura e teatro?

 

Ivens Scaff – Com certeza! Eu conheço muito artista plástico que participava ativamente na feitura dos carros alegóricos. Marcelo Velasco, Márcio Aurélio, que são dois pintores. João Sebastião participava, Vlademir Dias-Pino, nosso maior artista plástico. Todo esse povo movimentava a cultura. Essa coisa de achar que está dando "circo" para o povo não é verdade. É um comércio, é uma cultura que dá retorno. Por que não falta dinheiro para eventos evangélicos? Porque evangélicos têm mais votos - só por isso.

 

MidiaNews – Se o senhor pudesse dar um conselho ao prefeito Emanuel Pinheiro ou ao governador Mauro Mendes, para o próximo Carnaval, o que diria?

 

Ivens Scaff – Façam as contas. Veja quanto de dinheiro vai ser movimentado. Só isso já vai animá-los a fazer uma coisa que faz parte da cultura cuiabana. A cultura cuiabana perde muito por não ter um Carnaval.

 

MidiaNews – Vamos falar agora de literatura. Como o senhor enxerga o momento atual deste mercado?

 

Ivens Scaff – A gente tem que reconhecer que em 1968 – o ano que não terminou – o Zuenir Ventura já dizia que era um marco, que nós passávamos de uma cultura de letras para uma cultura visual, e realmente isso existe. Mas o livro continua. Essa história de que o livro acabou não é verdade. Um antigo secretário de Cultura uma vez alegou isso, mas era para não estimular nada, não incentivar nada de livros. Só que essa discussão já é antiga e o livro continua. E por que o livro não está mais aí? Porque não tem incentivo. Inclusive, o último concurso do Estado não deram o prêmio. Até hoje não pagaram. Alem do que o valor que eles pagaram para cada prêmio não dá para fazer um livro digno, bem encadernado, que seja um orgulho.

 

MidiaNews – Quem são os escritores mato-grossenses atuais que o senhor recomenda?

 

Ivens Scaff – Eduardo Mahon. É romancista. E nós não tínhamos um romancista contemporâneo e ele tem três ou quatro romances. Nós temos o Matheus Guménin Barreto, um cara que está na Alemanha fazendo um pós-doutorado e é um poeta de primeira. Aí do outro lado do rio [em Várzea Grande], temos Odair de Moraes. Ele é fantástico. No Porto temos a Luciene Carvalho, que é uma poeta. E aí vamos para a grande dama da poesia, Lucinda Persona. Ela é estudada em todos os lugares. E tem uma capacidade de extrair poesia das mínimas coisas. Ela é a nossa grande poeta. Mas tem muita gente, vou acabar esquecendo de mencionar.

 

MidiaNews – Quando o senhor era jovem, como imaginava a Cuiabá dos 300 anos?

 

Ivens Scaff – Eu me lembro, em conversa com o meu pai, que o grande medo dos cuiabanos antigos era de Cuiabá andar para trás, especialmente quando Campo Grande disparou. Tanto que a destruição da Catedral era um pouco desse complexo de estarmos ficando para trás, porque quem derrubou a Catedral foi um de nós, na tentativa de sermos mais modernos, como Brasília. Então a gente tinha muito medo. Mas Cuiabá está num lugar em que, se jogar uma bomba atômica, na hora em que a fumaça baixar, vai ter um posto de gasolina (risos). Isso não sou eu quem falo, é meu irmão.

 

MidiaNews – O senhor acha que os governantes estão tendo o devido cuidado com ela?

 

Ivens Scaff – Eu não acredito em nada desses políticos. E eles não têm feito nada para me fazer acreditar neles. Cuiabá está tendo um azar com político, daquele tamanho. A gente vota nas pessoas e com três meses a lua de mel acabou.

 

MidiaNews  – Então o senhor acha que quem sustenta realmente Cuiabá é a população?

 

Ivens Scaff – Há várias ‘Cuiabás’. Eu tenho alunos que se consideram cuiabanos porque nasceram aqui, mas não têm nada a ver com nós, com aqueles que vieram lá de trás. Então tem uma nova névoa de cuiabanos, que tem tanto orgulho da cidade, como nós temos. Eu, por exemplo, não gosto de música sertaneja, mas Cuiabá dá festas para as quais vêm gente de avião, de vários lugares do País.

 

MidiaNews – Acha que a cuiabania tem se fortalecido?

 

Ivens Scaff – Eu vejo os cuiabanos novos que chegaram e eles são tão orgulhosos como nós. Então eles têm essa capacidade e se adaptam aos antigos costumes. Esse jeito meio largadão. Cuiabano é meio largadão.

  

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Zeca  04.03.19 10h35
Concordo plenamente com o Yvens. O não apoio ao carnaval nos municípios é falta de competência e planejamento dos prefeitos/gestores. Eles vem com uma mentira dizendo que pouparão o recurso para aquisição de ambulâncias. Se fosse assim, poupando carnaval, aniversário da cidade, sete de setembro, e reveillon já são 04 festas que deixam de fazer. Com o recurso comprariam 04 ambulâncias por ano, não? Bem nesse caso há prefeituras que teriam no mínimo 20 ambulâncias, adquiridas com recursos das festas poupados, não? A maioria dos nossos políticos são incompetentes, depois mentem para tentar justificar sua incompetência!
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ELOI WANDERLEY DA SILVA  04.03.19 10h02
Caro Ivens, pega sua poupança e de tantos outros que concorda contigo e investem no Carnaval!!! Desde de quando expondo todo corpo seminu é cultura? Desde de quando pessoas se pegando no meio da rua é cultura? Vamos investir no dinheiro de nossos impostos nós PSFs, nas policlinicas, na farmácia de alto custo, no pronto Socorro, etc...
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Gladston  03.03.19 18h01
Pelo olhar da cultura dr. Ivens, o senhoe pode até ter uma certa razão. Mas pelo lado da saúde pública, como médico, deveria analisar melhor os resultados ao fim de uma temporada carnavalesca.
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Oacir Catarino da silva  03.03.19 15h58
Sr Ivens os tempos são outros, as coisa mudaram a as pessoas também. . Hoje o Carnaval já não é mais prioridade para a sociedade.. Essa sua opinião do Vale para o Sr e mais meia dúzia de pessoas, para grande massa essa sua opinião não vale. O Sr dizer que é um erro o poder público corta verba de incentivo ao Carnaval chega ser engraçado. . O Sr médico, bem sucedido, planos de saúde, mora e apartamento luxuoso, come em restaurante é facil querer ver dinheiro que é da saúde, da segurança e da Educação chogado fora nas ruas para meia dúzia de gente pular essa besteira de Carnaval. É só o Sr se juntar a mais alguns médicos que são muito ricos e fazer uma vacona e ter o seu próprio Carnaval, mas com dinheiro PÚBLICO NÃO POR FAVOR...
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Antonio Cesar  03.03.19 13h44
Este romantismo, ficou no passado, carnaval que rola hoje, não tem nada dos antigos, virou esbórnia pura, não vale a pena o investimento, ainda mais em um estado com o poder público quebrado como o nosso, precisamos eleger prioridades neste momento e com certeza, carnaval não é uma delas.
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