Cuiabá, Quarta-Feira, 24 de Abril de 2019
GRACI OURIVES DE MIRANDA
10.04.2019 | 07h20 Tamanho do texto A- A+

Competência e preconceito

O nosso país, lamentavelmente, é uma sociedade com postura de preconceito e discriminação

O Brasil é um país multicores, em que, o Estado de Mato Grosso, desde o século XVIII recebe populações independentes de suas origens. Cruelmente existe preconceito ‘velado’ e revelado. Vamos avançar para o mundo: somos todos iguais e devemos respeitar as diferenças do outro.

 

A população brasileira tem uma divida moral para com os negros. Notavelmente a população negra sempre contribuiu e contribui para nossa evolução: econômica, social e política. Tínhamos uma floresta exuberante, a principal força de trabalho era de negros.

 

O Estado sempre teve belezas humanas e ambiente ecológico que, acolhia e alimentava os que aqui aportavam, alguns eram refugiados de guerra. Os negros e os índios que lhes prestavam a primeira apresentação para assimilar cultura local. Então, nosso compromisso é combater o preconceito.

 

O nosso país, lamentavelmente é uma sociedade com postura de preconceito e discriminação. Nossa sociedade precisa reconhecer os valores éticos de cada cidadão, respeitar as diferenças e assim podermos ter visão ética e social e, debater as questões cotidianamente para mudança do cenário.

 

O machismo e preconceito atingem diversas classes independentes dos níveis de instrução. Existem regras fundamentais e básicas inerentes aos humanos que devem ser respeitadas.

O machismo e preconceito atingem diversas classes independentes dos níveis de instrução. Existem regras fundamentais e básicas inerentes aos humanos que devem ser respeitadas.

 

Notar-se à que não há negros no ‘Mensalão’ e nem na ‘Lava Jato’. Um exemplo de labuta, caráter e moral, citamos o médico Rubens Carlos Oliveira Jr. descendente de negros, é brilhante em sua profissão, quão importante foi utilizar o conjunto de habilidades profissionais para comprovar sua competência que fez e faz a diferença.

 

Basta verificar as revistas nacionais e internacionais para refletir a questão do preconceito globalizado.

 

É importante ressaltar os dados extraídos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE/2010, “tabela 3461: Pessoas de 10 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, por cor ou raça, segundo o sexo, a posição na ocupação e a categoria do emprego no trabalho principal – Características Gerais da População.” 

 

Há de se notar que os números do IBGE são reveladores sobre preconceito. No Brasil com carteira de trabalho assinada: Homens, cor: ‘branca’ 27,95. Homens, cor negros 4,96, diferença de 23%.

 

A diferença é vergonhosa. Cuiabá, homens empregados, cor ‘branca’ 8,36, homens de cor ’negro’ 3,46. Devemos mudar nossas posturas frente esta vergonhosa diferença de 4,9%.

 

Necessitarmos viver em uma sociedade consciente e igualitária, com mais justiça e humanos multicores. Sejamos céleres para reconhecer as habilidades da população negra.

 

GRACI OURIVES DE MIRANDA é professora e escritora.




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