Cuiabá, Sexta-Feira, 3 de Abril de 2026
CASO ROSEMEIRE
19.02.2021 | 14h44 Tamanho do texto A- A+

Polícia: empresária morreu após cobrar dívida de R$ 1,2 mil

Corpo foi localizado na Passagem da Conceição em Várzea Grande; duas pessoas foram presas

Divulgação

A entrevista coletiva em que a Polícia divulgou resultado da investigação

A entrevista coletiva em que a Polícia divulgou resultado da investigação

BRUNA BARBOSA E LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

A empresária Rosemeire Soares Perin, de 56 anos, morreu depois de cobrar uma dívida de R$ 1.250 de Jefferson Rodrigues da Silva, de 33, que foi preso pelo assassinato e ocultação de cadáver.

 

A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (19). Além de Jefferson, os policiais também prenderam Pedro Paulo de Arruda, de 29, que teria ajudado a esconder o corpo de Rosemeire, na Passagem da Conceição, em Várzea Grande.

 

À Polícia, Jefferson chegou a mentir em depoimento, alegando que Pedro Paulo era quem teria cometido o assassinato. 

 

Rosemeire foi encontrada morta na quinta-feira (18), dois dias depois de ser vista pela última vez.

 

De acordo com o delegado adjunto da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Marcel Oliveira, em março do ano passado, Jefferson havia comprado uma máquina de sorvete de Rosemeire por R$ 7 mil. 

 

No entanto, o equipamento apresentou defeito e precisou de manutenção, que custou R$ 2,1 mil. Desse valor, o suspeito ficou devendo R$ 850 para a vítima, em novembro do ano passado. Por conta da pandemia, ele ficou sem trabalhar e retornou neste ano, quando comprou também um batedor de milk shake por R$ 400. 

 

Jefferson decidiu começar a vender espetinho e aumentou a dívida com a empresária após adquirir pratos de plástico, no valor de R$ 156. 

 

Para receber a dívida, Rosemeire foi ao lava a jato onde Jefferson trabalhava. Segundo a Polícia, ele acabou se alterando e dando-lhe uma "gravata". 

 

"Quando ela foi cobrar esse valor, ele não gostou. Ela estava dentro da quitinete [onde ele morava] porque foram testar se o equipamento [o batedor de milk shake] estava funcionando. Ela desmaiou e, posteriormente, ele a amarrou com fitas nas mãos e nos pés, amordaçou com meia e passou fita em volta da boca". 

 

Cerca de cinco minutos após desmaiar, a empresária acabou acordando. Conforme o delegado, Jefferson alegou que, quando a vítima recuperou a consciência, ele acabou se desesperando por medo de ser preso novamente. 

 

Jefferson já usava tornozeleira pelos crimes de roubo e estupro. Por medo de ser denunciado, ele teria pegado uma faca de cozinha, de cerca de 30 cm, e desferido de duas a tres facadas no pescoço dela. 

 

Suspeito mudou versões 

 

Ao ser abordado por policiais ontem (18), no lava a jato, Jefferson estava com a habilitação da vítima guardada em sua carteira, mas alegou que Pedro Paulo havia sido o responsável pelo crime. Ele ainda disse que o comparsa havia tentato estuprar a empresária. 

 

Nesta versão, Jefferson alegou que deu a chave de sua casa para que Rosemeire e Pedro Paulo negociassem a venda de uma máquina de sorvete. Mas, após perceber que os dois estavam demorando para voltar, disse ter ido à residência e encontrado a vítima amordaçada, amarrada e desacordada. 

 

No entanto, Marcel explicou que Jefferson foi o único responsável direto pela morte da empresária. 

 

Após o crime, Jefferson e Pedro Paulo enrolaram o corpo em dois lençóis, uma lona e um edredon. 

 

Eles se dirigiram até a Estrada da Guarita, próximo a Passagem da Conceição, em Várzea Grande, onde jogaram o corpo em um barranco. 


 

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