Cuiabá, Terça-Feira, 21 de Maio de 2019
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21.04.2019 | 10h11 Tamanho do texto A- A+

Governo decreta sigilo sobre estudos da reforma da Previdência

Somente servidores autorizados acessam conteúdo que possui, entre outros, dados econômicos e sociais

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Paulo Guedes, que comanda Economia no Governo Jair Bolsonaro

OTÁVIO AUGUSTO
DO METROPOLES

Os estudos e os relatórios técnicos que ancoram a proposta da reforma da Previdência estão sob sigilo. A medida do Ministério da Economia impede o acesso a informações como argumentos, estatísticas, dados econômicos e sociais que norteiam o texto que pode ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, na próxima terça-feira (23/04/19).

 

A confidencialidade das informações veio à tona após o jornal Folha de S.Paulo ter um pedido na Lei de Acesso à Informação negado pela pasta comandada por Paulo Guedes. 

 

Segundo a  Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, os dados foram elaborados “no âmbito de suas competências regimentais”, para manifestações técnicas sobre a proposta em tramitação.

 

Somente servidores autorizados e autoridades públicas do alto escalação, podem acessar o conteúdo.  “Contudo, registra-se que todos os expedientes foram classificados com nível de acesso restrito por se tratarem de documentos preparatórios”, explica a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. 

 

A resistência do governo em apresentar levantamentos relativos à reforma desagrada congressistas.

 

O governo argumenta que a medida restritiva segue entendimento da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional a respeito do assunto. O decreto que regulamenta a Lei de Acesso chama de preparatórios documentos formais usados como fundamento de “tomada de decisão ou de ato administrativo, a exemplo de pareceres e notas técnicas”.

 

Na próxima terça-feira , a CCJ da Câmara deve votar o parecer da admissibilidade da proposta. O relator da matéria, Marcelo Freitas (PSL-MG), é favorável ao texto, mas nos últimos dias admitiu que alguns pontos podem ser alterados.

 

O maior desgaste entre governo e parlamentares é a aposentadoria rural e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — pago a idosos carentes. A equipe econômica mantém a expectativa economizar R$ 1 trilhão em 10 anos.




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