Cuiabá, Domingo, 19 de Maio de 2019
PSDB E DEM
14.05.2019 | 17h43 Tamanho do texto A- A+

“Minoria defende fusão e será muito difícil dar certo”, diz Borges

Presidente do PSDB em Mato Grosso afirma que conversa com DEM ainda é embrionária

Alair Ribeiro/MidiaNews

O presidente do PSDB em Mato Grosso, Paulo Borges

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O presidente do PSDB em Mato Grosso, Paulo Borges, disse ser remota a possibilidade de seu partido fundir com o DEM. Segundo ele, a fusão é defendida por uma minoria no tucanato.

 

A eventual fusão das siglas foi noticiada na semana passada pela coluna Radar, da Revista Veja. Segundo a nota, o DEM nacional iniciou um flerte com o PSDB e deve chamar tucanos para uma conversa já a partir do final deste mês.

 

“Isso é uma discussão embrionária. É uma corrente minoritária no PSDB. Eu acho muito difícil dar certo. O PSDB tem outras prioridades. Tem uma pesquisa rodando para saber a nomenclatura do partido, se muda ou não. Temos que refazer o estatuto, que já está defasado. E essa conversa da fusão ainda é muito embrionária”, disse ao MidiaNews.

 

Isso é uma discussão embrionária. É uma corrente minoritária no PSDB. Eu acho muito difícil dar certo

Para o líder dos tucanos no Estado, a discussão sobre o assunto deve ganhar novos rumos a partir da eleição do diretório nacional. O ex-deputado federal por Pernambuco, Bruno Araújo, aliado do governador de São Paulo João Dória, é o favorito.

 

“Eu acho que essa discussão vai depender da eleição que teremos no diretório nacional no final do mês. A tendência é que o Bruno Araújo seja eleito presidente. Só depois desta eleição vamos ter um direcionamento no partido para saber qual o encaminhamento. Mas eu acho muito difícil dar certo”, afirmou.

 

Taques e Mendes

 

Caso a fusão ocorra, estarão no mesmo partido o governador Mauro Mendes (DEM) e o ex-governador Pedro Taques (PSDB), que foram aliados, mas se tornaram rivais na eleição de 2018.

 

Mendes saiu vitorioso da disputa e o tucano terminou o pleito em terceiro lugar.

 

Questionado se em caso da fusão se concretizar, a sigla poderia sofrer desfiliações de Taques ou Mendes, Borges disse que o pleito do ano passado causou “feridas”, mas que ainda não é possível analisar.

 

“É difícil dizer. Houve muitas rusgas nas eleições de 2018. Então, é difícil mensurar. Tem que aguardar e, se realmente acontecer, vamos ver a consequência. Não só em Mato Grosso, mas em outros Estados haverá dificuldades”, disse.

 

“Mas é uma coisa que precisa ter certeza se vai acontecer ou não. Por enquanto, a conversa está embrionária e, em minha opinião, será muito difícil ocorrer”, completou.

 

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