Cuiabá, Domingo, 26 de Maio de 2019
CHEFE DO NACO
14.03.2019 | 17h56 Tamanho do texto A- A+

Procurador: gravações de Silval foram o maior "escândalo de MT"

"Tenho a impressão que nunca vi alto tão escandaloso", disse Domingos Sávio de Arruda

Arquivo/MidiaNews

procurador de Justiça Domingos Sávio de Arruda, coordenador do Naco

RODIVALDO RIBEIRO
DO FOLHAMAX

O procurador de Justiça Domingos Sávio de Arruda, coordenador do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), considera que os vídeos de ex-deputados estaduais recebendo dinheiro das mãos do ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Sílvio Correa, como o “pior episódio político da história de Mato Grosso”.

 

Os recursos, segundo o ex-governador contou em delação premiada junto à PGR (Procuradoria Geral da República), são referentes a propina para manter a governabilidade na Assembleia Legislativa entre os anos de 2011 e 2014.

 

“É óbvio que este episódio foi estarrecedor. Tenho a impressão que nunca vi algo tão escandaloso na política mato-grossense”, afirmou o procurador em entrevista a Rádio Capital, na terça-feira (12). 

 

Entre os denunciados como beneficiários do esquema de propina está o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que apareceu em vídeo divulgado no processo recebendo dinheiro e do assessor do ex-governador e colocando no paletó.

 

Na entrevista, o procurador, que será responsável por investigar e denunciar autoridades com foro no Tribunal de Justiça, defendeu que casos de grande repercussão sejam tratados com prioridade dentro do Ministério Público, apesar de destacar que a delação do ex-governador é de competência da Justiça Federal. 

 

“A gente tem sim que dar prioridade para algumas coisas, como essa, por exemplo. Mas a informação que eu tenho de fato é que o processo desceu do Supremo. Entretanto, teria ido e isso ainda vou checar, para a Justiça Federal”, explicou. 

 

Domingos Sávio lembrou que o MPE já tomou providências em relação aos delatados por Silval na esfera cível. Todos os ex-parlamentares gravados pelo assessor do ex-governador foram denunciados e tiveram as contas bloqueadas. 

 

Alguns, como o prefeito de Cuiabá, tiveram pedido de afastamento do cargo público. “Eu sei apenas que MPE na área Civil propôs uma ação contra o prefeito atual aqui de Cuiabá por improbidade administrativa, inclusive pediu liminarmente o afastamento do cargo o que foi negado pela justiça estadual. Então eu sei que existe uma ação na área civil, mas na área criminal ao que me consta, está na Justiça Federal”, assinalou.

 




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