Cuiabá, Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019
"FALAR É FÁCIL"
13.04.2019 | 19h40 Tamanho do texto A- A+

Selma: até quem não conseguiu suplência de deputado quer vaga

Cassada pelo TRE, senadora do PSL critica pretensos candidatos em eventual eleição suplementar

Arquivo/MidiaNews

A senadora Selmar Arruda, que vai recorrer contra cassação

TARLEY CARVALHO
DO FOLHAMAX

A senadora Selma Arruda (PSL) usou suas redes sociais neste sábado (13) para criticar as articulações já em andamento no meio político com o objetivo de ocupar sua vaga, caso a cassação de seu mandato por caixa 2 e abuso de poder econômico, decidida de forma unânimia por sete magistrados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na última quarta-feira (10), seja confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela também mandou recado àqueles que pretendem ocupar seu lugar.

 

“A todo momento são publicadas na imprensa local notas ou matérias de pessoas que estão colocando o nome à disposição para ocupar o meu lugar no Senado, antes mesmo do processo terminar!! Até candidato a deputado que não conseguiu nem ficar como suplente acha que pode tomar esse cargo eletivo, em que fui democraticamente eleita. Eu vou deixar um aviso curto aqui: falar é fácil, quero ver é conquistar os 678.542 votos que eu tive! O povo está comigo!”, publicou.

 

 

Selma foi alvo de duas Ações Judiciais Eleitorais (Aijes) na Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico e prática de caixa 2 nas eleições de 2018, por ter realizado gastos antes do período eleitoral, durante a pré-campanha, com serviços de marketing. Os custos não foram declarados na prestação de contas.

 

O caso veio à tona em setembro, após o empresário Luiz Gonzaga Rodrigues, o “Júnior Brasa”, dono da Gênius Publicidade, entrar na Justiça com uma ação de cobrança contra Selma, a acusando de calote na ordem de R$ 1,1 milhão por serviços que não teriam sido pagos por ela.

 

Com a divulgação da informação, que apontava para gastos eleitorais em período proibido pela Legislação Eleitoral, o candidato derrotado Sebastião Carlos (Rede) ingressou com a primeira ação eleitoral contra a senadora. Em seguida, outro candidato derrotado, o ex-vice-governador Calos Fávaro (PSD), também ingressou com outro processo, ambos pedindo a cassação dos diplomas de Selma e dos dois suplentes. Por ter objeto semelhante as ações foram unificadas. Na sequência, o Ministério Público Federal (MPF) passou a ser parte do processo e emitiu parecer pela cassação de toda a chapa. O relator da Aije, desembargador Pedro Sakamoto, determinou então a tramitação em conjunto. 

 

Na última quarta-feira, o TRE acolheu o parecer do relator, condenando a senadora pelos crimes de Caixa 2 e abuso de poder econômico, cassando os diplomas e consequentemente o mandato de oito anos, tanto da senadora quanto dos suplentes, Gilberto Possamai (1º) e Clérie Fabiana (2ª), ambos do PSL. Na decisão, o TRE declarou aberta a cadeira de Selma Arruda, que continuará no cargo até que haja uma decisão do TSE sobre o caso. 

 

Pretensos candidatos 

 

Desde a cassação, alguns políticos têm colocado seus nomes à disposição em caso de nova eleição. Alguns deles, enfrentaram Selma nas urnas e saíram derrotados: o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB), o ex-vice-governador Carlos Fávaro e o ex-deputado federal Adilton Sachetti (PRB).

 

Além deles, também é ventilado o nome do ex-governador Pedro Taques (PSDB), massacrado nas urnas em outubro de 2018, quando tentou a reeleição e ficou em terceiro colocado entre os candidatos, perdendo, inclusive, para os votos brancos e nulos.

 

Correligionário de Selma Arruda, o deputado federal Nelson Barbudo também anunciou sua pretensão de disputar a vaga, caso a senadora tenha sua cassação confirmada no TSE.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), cujo nome é cogitado para disputar a Prefeitura de Várzea Grande, não confirmou interesse na vaga ao Senado, mas também não descartou tal possibilidade.

 

Outros nomes também são ventilados como possíveis candidatos à vaga, a exemplo do deputado federal José Medeiros (PODE). Ele já desempenhou a função de senador quando Pedro Taques renunciou ao mandato, em janeiro de 2015, para assumir o Governo de Mato Grosso. Durante os 8 anos de mandato, a chapa de Taques, da qual Medeiros fazia parte, foi alvo de ações judiciais por uma acusação de fraude na ata da convenção partidária, na qual Medeiros foi escolhido 1º suplente. Medeiros chegou a ter o mandato cassado no ano passado, quase 8 anos após a chapa ter sido eleita, mas o TSE garantiu a permanência do então senador no cargo.

 

Gisela Simona (PROS), segunda candidata a deputada federal mais votada em Cuiabá em 2018, também tem tido seu nome cogitado para a disputa. Outros dois nomes levantados, até o momento, são de Rodrigo Rodrigues (PDT) e Aladir Leite (PPL).




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COMENTÁRIOS
2 Comentário(s).

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Graci Ourives de Miranda  14.04.19 22h25
Acredito na sua inocência, dra. Selma.
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antonio carlos  14.04.19 11h23
Eu gostaria de poder votar novamente para o Dr. Waldir Caldas do partido NOVO, porém ainda não sei se ele será candidato!
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