Cuiabá, Sexta-Feira, 19 de Abril de 2019
SONEGAÇÃO FISCAL
11.02.2019 | 11h35 Tamanho do texto A- A+

“Vamos mexer com gente poderosa”, diz Wilson sobre CPI

Conforme o parlamentar, nove deputados já assinaram o requerimento para instalação da CPI

Alair Ribeiro/MídiaNews

O deputado Wilson Santos, que propôs abertura da CPI

DA REDAÇÃO

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) afirmou que a sonegação no estado chega a cifra de R$ 2 bilhões ao ano. A fala ocorreu durante entrevista à Rádio Vila Real, na manhã desta segunda-feira (11).

 

O parlamentar deve apresentar nesta terça-feira (12) a proposta para criação Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, para investigar a sonegação e a renúncia fiscal. Nove deputados já assinaram o requerimento para instalação da CPI.

 

O parlamentar argumentou que a investigação é perigosa, já que mexe com interesses financeiros. “Nós vamos mexer com gente poderosa, com gente grossa. Com gente que sonega, e que sonega grosso”, disse.

 

Wilson comentou que um empresário do ramo de combustíveis relatou que só em seu segmento a sonegação chega a R$ 100 milhões ao ano.

 

Conforme o deputado, a CPI não deverá ter pressão do Governo para que deputados da situação retirem suas assinaturas. “Eu falei com o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, me garantiu que o governo não fará pressão nenhuma”.

 

A CPI será formada por cinco deputados titulares e cinco suplentes. “Caberão aos líderes de blocos a indicação e a proporcionalidade de cada bloco”.

 

Segundo o parlamentar, as outras duas CPIs realizadas na ALMT, de 2014 e 2016, não teriam produzidos resultados necessários. A investigação não resultou em devolução de valores para os cofres do estado e punição de ninguém, relatou o deputado.

 

“Nós vamos começar esta CPI dando aos órgãos de controle, como Ministério Público do Estado, Ministério Público Federal, Controladoria-Geral do Estado, a oportunidade para que eles possam apresentar quais foram os procedimentos, quais foram as medidas tomadas pelas CPIs de 2014 e 2016”, afirmou.




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