Cuiabá, Sexta-Feira, 3 de Abril de 2026
"ONDE A GENTE ESTÁ?"
07.10.2019 | 14h22 Tamanho do texto A- A+

Alexandre Nero questiona críticas a beijo gay na TV

"Não achei que fazer uma peça com nudez ou ter um beijo gay na televisão fosse ter essa reação", disse o ator

Reprodução

Alexandre Nero

Alexandre Nero

DO FOLHAPRESS

Alexandre Nero, 49, estreia nesta terça-feira (8) a 2ª temporada de "Filhos da Pátria", série da Globo em que fala sobre as inconsistências políticas e sociais na era Vargas (1930-1945). Apesar da distância temporal, para o ator, o cenário é semelhante ao de 2019.

 

Em entrevista à Folh de S.Paulo a, Nero critica posturas conservadoras que persistem desde aquela época, principalmente em questões relacionadas ao machismo e à homofobia.

 

"Achei que a gente tinha evoluído. Esse foi o grande susto: quando essas pessoas, de uns quatro anos para cá, saíram do armário, ou do esgoto, e vi que eram numerosas e que inclusive elegeram pessoas", diz.

 

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O ator afirma que acreditava que ideologias assim não existissem mais, e que o cenário atual é assunto para um estudo antropológico, uma vez que parecia já ter sido superado.

 

"Não achei que fazer uma peça com nudez ou ter um beijo gay na televisão fosse ter essa reação. Achei que a gente tinha que discutir sobre casar com liquidificador ou não, e não sobre dois homens se casando. Onde a gente está? Em que máquina do tempo eu entrei?"

 

Se por um lado o ator enxerga a distância ideológica entre ele e as pessoas que considera conservadoras, por outro, ele diz que é preciso estar atento ao ressurgimento do pensamento retrógrado em massas: "Os estúpidos são perigosos. E os estúpidos que se acham inteligentes, são mais ainda. Temos vários exemplos aí, na política brasileira. Eles colocam a vida das pessoas em risco".

Ainda assim, Nero enxerga um futuro positivo para o Brasil -mesmo que ele só seja conquistado daqui muitos anos e revoluções.

 

"Do ponto de vista humano, eu acho que todo mundo que acorda de manhã e vem trabalhar tem algum tipo de esperança", diz. "O Brasil é um país escravocrata mesmo, e quando o negro, o pobre ou a mulher querem uma ascensão, sai da caixinha do que algumas pessoas entendem por mundo. Precisa haver uma revolução mais forte. Vamos precisar de um tempo bem grande".




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