Cuiabá, Segunda-Feira, 9 de Fevereiro de 2026
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09.02.2026 | 08h00 Tamanho do texto A- A+

Bad Bunny é pioneiro com show em espanhol no Super Bowl

O cantor porto-riquenho apresentou sucessos da carreira e celebrou a cultura latina durante o show do intervalo do Super Bowl

Reprodução/Instagram

Ilustração

PEDRO CARDS
DO METRÓPOLES

 O porto-riquenho Bad Bunny foi a atração principal do show do intervalo do Super Bowl neste domingo (8/2), maior evento esportivo dos Estados Unidos. O cantor entrou para a história ao se tornar o primeiro artista a apresentar um repertório majoritariamente em espanhol na final da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL).

 

Durante o intervalo da partida entre New England Patriots e Seattle Seahawks, Bad Bunny reuniu sucessos de diferentes fases da carreira e recebeu Lady Gaga e Rick Martin como convidados. Canções do álbum Debi Tirar Mas Fotos, vencedor do Grammy de Álbum do Ano em 2026, tiveram destaque na apresentação.

 

Embora não tenha sido o primeiro latino a subir ao palco do Super Bowl, o artista foi pioneiro ao conduzir quase toda a performance em espanhol. Em 2020, Shakira e Jennifer Lopez também se apresentaram no evento, mas com grande parte do repertório gravado em inglês.

 

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O show ocorreu em meio a um cenário de tensão em torno da política de imigração nos Estados Unidos. No domingo anterior (2/2), ao vencer o Grammy de Álbum do Ano, Bad Bunny fez uma declaração direta contra a atuação de autoridades federais de imigração no governo de Donald Trump.

 

“Antes de agradecer a Deus, vou dizer: fora ICE”, afirmou Bad Bunny, em referência aos agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE). “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas — somos humanos.”

 

Artista mais ouvido do mundo por quatro anos, Bad Bunny defende melhores condições de vida para imigrantes nos Estados Unidos. A fala ocorreu semanas após protestos pela morte de duas pessoas em ações de autoridades federais de imigração em Minneapolis, no estado de Minnesota.

 

A poeta Renee Good, de 37 anos, foi a primeira vítima, morta por um agente do ICE em 7 de janeiro. Já o enfermeiro Alex Pretti, também de 37 anos, foi baleado e morto em 24 de janeiro, tornando-se a segunda vítima desde a chegada das forças federais à cidade.

 

O governo Trump colocou a fiscalização migratória entre as principais prioridades da gestão e afirma que as operações miram criminosos perigosos em situação irregular. Após as mortes, o presidente Donald Trump declarou que a administração “vai desacelerar um pouco” as ações em Minnesota.




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