A Polícia Militar excluiu de seus quadros os dois policiais militares flagrados fazendo sexo oral com um travesti, no Parque Zé Bolo Flor, na região do Coxipó, em Cuiabá.
Trata-se do cabo PM I.O.O. e do soldado PM C.R.S. O flagrante ocorreu no dia 17 de março deste ano.
Desde então, eles foram afastados de suas funções, fazendo apenas trabalho administrativo na corporação.
Segundo a Portaria 361, publicada no Diário Oficial do Estado, os dois foram indiciados pelos crimes de recusa à obediência, corrupção passiva e também descumprimento do regulamento, não havendo relação da exclusão com o sexo oral.
Neste ano, a Polícia Militar de Mato Grosso já excluiu 54 policiais de seus quadros por indisciplina.
A ficha funcional dos dois só tinha pontos positivos. E. possuia oito elogios e nenhuma punição, estando classificado no comportamento “excepcional”, além de ter 17 anos de efetivo serviço.
C. conseguiu, na carreira, 20 elogios e cinco punições, sendo duas prisões, duas detenções e uma repreensão, estando classificado no comportamento “ótimo”. Ele tinha 18 anos de efetivo serviço.
Sexo oral
Conforme as investigações, realizadas pela própria PM, C. foi flagrado fazendo sexo oral com o travesti. Os dois estavam numa viatura, em serviço, e parados no parque.
O fato chamou a atenção de outra viatura da PM: o tenente Airton Araújo Feitosa foi ver o que estava acontecendo e deparou com o colega e o travesti.
Segundo a Polícia, o tenente que flagrou a dupla deu voz de prisão por ato libidinoso, mas os dois policiais não obedeceram.
Enquanto um fazia sexo oral, o outro observava próximo dali, numa cena que chamou a atenção dos militares da segunda viatura.
A dupla dispensou o travesti – o preço cobrado pelos programas não foi fornecido –, entraram na viatura e seguiram para o batalhão.
O tenente, então, informou aos seus superiores sobre o caso e os dois militares foram autuados em concurso de desobediência e corrupção passiva.
Segundo a PM, o cabo foi para o "Cadeião", em Santo Antônio de Leverger, onde funciona um presídio militar, e o soldado, para o 9º Batalhão.
A Corregedoria Geral da PM instaurou sindicância para apurar o caso.
Comentários (11)
E os Coroneis acusados de Grilagem no Araguaia??? Como Anda esse caso??? e o Tenente que matou um menor AO VIVO, sem direito de defesa????? E os oficiais da mafia do Combustivel??? quantos oficiais foram expulsos??? Manda que pode!!!
enviada por: almeidinha Data: 04/11/2011 10:10:23
Este Brasil é uma palhaçada mesmo. Tudo bem que estavam cometendo ato libidinoso, mas expulsá-los?! Um tenente assassinou um menor em rondonópolis e nada de tão repreensivo lhe aconteceu. Creio que MATAR seja o pior crime que exista. Aos amigos tudo, aos inimigos a lei!! E como dizem meus amigos franceses: c'est la vie!
enviada por: Carlos Eduardo Data: 03/11/2011 22:10:37
POR QUE NÃO FOI DIVULGADO O NOMEM COMPLETO DOS DOIS? ELES NÃO SÃO DE MENORES DE IDADE.
enviada por: JOSE ASSIS Data: 03/11/2011 22:10:21
É claro, evidente e de obviedade ululante que os dois policiais foram defenestrados não pela suposta desobediência a dita voz prisão, até porque esta, segundo entendo é arbitraria, uma vez que fazer sexo oral, não constitui ilicito penal. A expulsão que, certamente será revertida na esfera judicial, é fruto do odioso e inaceitável preconceito, machismo exacerbado e doentio. Faltou foi coragem ao comando para assumir e declarar o real motivo da expulsão dos policiais. Se este não foi o motivo, pergunta-se: simples desobediência é motivo suficiente para aplicar a pena máxima? Com outra, esta não convenceu a este escrivinhador e por óbvio não convencerá o judiciário.
enviada por: EDESIO DO CARMO ADORNO Data: 03/11/2011 19:07:45
É engraçado como segue o conceito desses nossos governates e seus representantes não é, fazer sexo som um travesti não podi mais matar um ser humano pode ... PALHAÇADA
enviada por: Patricia Data: 03/11/2011 19:07:03
Nao basta punir apenas os praças. Tem que punir tambem os oficiais (tenente, capitao, coronel...). A lei tem que valer para todos, independente do seu grau dentro da corporação.
enviada por: cassio lopes Data: 03/11/2011 17:05:37
Incrivel como é grande o número de pessoas que tecem comentários em defesa daqueles que cometeram crimes, seja militar ou civil, tratando-os como coitados. Afinal, eles foram contratados para defender a sociedade nas ruas ou para praticarem ato libidinoso em serviço. Garanto que enquanto estavam nessa prática outros crimes estavam acontecendo na região. Voçês que os defendem, gostariam que cuidassem de seus filhos na porta da escola? Confiaria que acompanhassem seus filhos num retorno da escola ou trabalho durante a noite? Já que agora estão excluidos que ofereça-lhes emprego em suas casas.
enviada por: Marcio Durante Data: 03/11/2011 16:04:45
Concordo, existem casos mais graves em que não se apura nada. No máximo uma pena leve. Mas eles falharam, pois estavam em serviço. Se estivessem a paisana, isso não poderia acontecer, mas como estavam trabalhando, a lei foi cumprida.
enviada por: Paulão Data: 03/11/2011 14:02:40
Aproveita-se um "mal" menor para punir-se com rigor. Um paradoxo que justifica, infelizmente, o corporativismo dessa instituição. Talião mal usado, já que optaram pelo exemplo.
enviada por: Chica CGB Data: 03/11/2011 14:02:37
Concordo plenamente com o comentário do Thiago, na nossa "gloriosa" PM, gloriosa com muito respeito, tem centenas de casos graves, envolvendo praças e oficiais, e nada acontece, mas é o seguinte: Se os dois tem ótimo comportamento, como é que o expulsaram? Se não foi pelo atos libidinoso? Esses dois é só arrumar um bom advogado.
enviada por: paulo roberto de oliveira Data: 03/11/2011 14:02:12
Engraçado que casos "mais graves" envolvendo assassinatos, assaltos, entre outros, ninguem é expulso...
enviada por: Thiago Data: 03/11/2011 13:01:16