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LUTO NA TV
09.12.2009 | 17h00 Tamanho do texto A- A+

Morre o ex-deputado Alborghetti, que "criou" Ratinho

Em seu programa "Cadeia", no Paraná, ele ajudou a revelar o polêmico apresentador

G1

Morreu nesta quarta-feira (9) o apresentador e ex-deputado estadual paranaense Luiz Carlos Alborghetti, informou o assessor Ricardo Alexandre Mianes. De acordo com ele, Alborghetti estava com câncer de pulmão e morreu em casa, em Curitiba, por volta das 13h.

A previsão é de que o corpo de Alborghetti seja velado a partir das 20h desta quarta no plenário da Assembléia Legislativa do Paraná, em Curitiba. Nesta quinta, ele deve ser cremado no Crematório Vaticano, em Campina Grande do Sul.

O apresentador do extinto programa policial "Cadeia" descobriu a doença em março e, logo depois, começou o tratamento. Segundo o assessor, ele tinha 64 anos, nasceu em Andradina (SP) e morava havia 22 anos na capital paranaense. Depois de ficar internado em hospitais de Curitiba, ele passou a receber acompanhamento médico em sua residência. Alborghetti morava com a esposa, Maria Auxiliadora, e uma filha.

Ele foi deputado estadual por 16 anos, além de vereador por cinco anos na cidade de Londrina. Alborghetti também autou como apresentador por 30 anos de programas de rádio, na TV e na internet. Trabalhou nas emissoras CNT e na RIC TV, afiliada da Rede Record. Até iniciar o tratamento da doença, em março deste ano, ele apresentava um programa na Rádio Colombo.

Alborghetti foi um dos responsáveis por lançar o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, que trabalhava como um dos repórteres policiais do programa "Cadeia". A assessoria de Ratinho divulgou um comunicado sobre a morte. "A grande obra do Alborghetti em vida foi a assistência social e o que fica é o grande número de pessoas que ele ajudou através dos seus programas de TV e rádio."

Polêmico

Alborghetti deixou a casa dos pais, em Andradina, para estudar no Rio de Janeiro aos 16 anos. Segundo assessor, o apresentador se orgulhava em dizer que vendia coxinha e refrigerante na praia nessa época. Anos depois iniciou a carreira no rádio em 1976, em Andradina (SP), fazendo rádio novela e comerciais.

Como apresentador, ficou famoso por frases polêmicas como "Bandido bom é bandido morto", e "Cadeia neles já". Alborghetti usava um cassetete durante seu programa na TV para criticar bandidos. "Para ele, o cassetete representava a voz do povo. Quando ele batia, era como se o povo estivesse batendo", diz Mianes.

Em 1992, o apresentador foi retratado em um videoclipe de animação da banda paulista Yo-Ho-Delic chamado "Brasil, banana, samba".

Há cerca de dois anos, Alborghetti apresentava o programa "Cadeia", de segunda a sexta, na Rádio Colombo. Foi nessa época que gravou um dos programas que acabou virando hit na internet em que falava sobre o filme "300 de Esparta". Em seu comentário sobre o filme, Alborghetti confundia elementos da história além de chamar o personagem de Rodrigo Santoro (Xerxes) de Xanxas e o de Gerard Butler (Leonidas) de Nicolau.

De acordo com Rosaldo Pereira, editor de jornalismo da rádio, Alborghetti se afastou do trabalho há alguns meses para se dedicar ao tratamento.

Segundo Pereira, em outubro, os dois conversaram, e o radialista afirmou que logo voltaria ao trabalho e que estava bem. "Era uma pessoa maravilhosa, muito alegre, bem disposto. Se alguém estava chateado ele cutucava, brincava. Uma alma maravilhosa."

Ele fez o que tinha que fazer na época dele, com os termos que usava, os palavrões que falava, tentava expressar o que sentia no momento. É uma perda muito grande."




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3 Comentário(s).

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DEBORA BALSINI  23.12.10 16h00
O BORGA DEU AO RATO A CHANCE. NÃO QUER DIZER QUE RATINHO TINHA QUE SER GRATO. AFINAL OS TEMPOS SÃO OUTROS. E O BORGA DEVIA TER SEGURADO A LINGUA QDO A OM , VIROU CNT- O FLEURY PEDIU A CABEÇA DELE E ELE FICOU 3 ANOS SEM TELA DE TV. E TENTANDO FAZER RÁDIO SEM PATROCINADORES. ACHO QUE A VONTADE QUE TANTA GENTE CHEIA DE DINHEIRO TINHA DE MATAR O CARA PELAS SUAA MANIAS DE SEMPRE REVELAR FATOAS DA VIDA PESSOAS DE GENTE RICA. ELE ODIAVA POLITICO LADRÃO. MORREU SEM MUITO DINHEIRO. POIS NÃO VIROU EMPRESÁRIO DE NADA. O RATINHO TEM CHANCES ENQUANTO ESTIVER COM A CARA NA TV. SE O SILVIO DISPENSAR O RATO A REDE TV PEGA.o rato ainda tem muito cascalho para garimpar. mas a doença q matou o BORGA FOI O CIGARRO E CLARO O DESPREZO DA MÍDIA E ANUNCIANTES.-ELE TEVE GLÓRIA MAS MORREU IMENSAMENTE NOVO,64.
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John Shimansky  10.12.09 03h19
Uma pena pois o Brasil perde um grande apresentador que não tinha medo de falar o que pensava. Assistia o Alborghetti pela tv lá no Paraná e ele era um ídolo dos telespectadores.Todos paravam para assistir o programa Cadeia do Alborghetti - único e inimitável! Hoje em dia os apresentadores desses programas só fazem campanha política na tela. Lamentável!
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alexandre amaral  09.12.09 23h48
uma grande perda para o brasil se todos fossem ao menos parecidos com ele o brasil seria melhor ,cresci vendo ele na tv tendo a coragem de enfrentar bandidos cara a cara um verdadeiro homem de coragem que pena ...
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