É a trilha sonora do Natal, um som estridente, melodioso, cadenciado. O sino, símbolo da maioria das igrejas cristãs, também caracteriza a marcação das horas. É o que acontece, por exemplo, em Londres, onde fica o relógio mais famoso do planeta.
Tem gente que acha que é a torre do parlamento britânico que é chamada de Big Ben, mas na verdade é o nome do sino que está lá no alto. Um gigante de 13 toneladas, feito em 1858.
A fábrica existe desde muito antes do Big Ben, desde 1570. Há mais de 250 anos foi mudada para um prédio na região leste de Londres. É uma das únicas duas fábricas de sinos da Inglaterra, uma das poucas do mundo.
Visitar o lugar é como viajar no tempo. Afinal, tudo ainda é feito como antigamente. O bronze derretido a mais de 1.100 graus é derramado nos moldes. Depois de esfriado, surge algo com a forma de um sino, mas ainda falta muito para ser um sino de verdade. São horas de polimento e muita técnica para sair afinadíssimo.
O diretor da fábrica diz que o maior importador são os Estados Unidos e que 3/4 do mercado são sinos grandes, de igreja. O restante da produção é dos chamados handbells, sinos de mão. O Natal, segundo Mark Backhouse, é a época mais movimentada.
A fábrica também reforma sinos velhos. Geralmente os que apresentam rachaduras que prejudicam a harmonia. Quando o problema é muito sério, o sino é considerado morto, mas nada se perde. O bronze pode ser infinitamente derretido e reaproveitado e novos sinos reaparecem das cinzas, vivos e sonoros.
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