Cuiabá, Sábado, 14 de Março de 2026
EFEITO COVID-19
12.05.2020 | 10h22 Tamanho do texto A- A+

Cerca de 40% dos restaurantes e bares vão falir, diz associação

Abrasel afirma que Cuiabá já contabiliza 10 mil demissões no setor e pede que Prefeitura libere reabertura

Reprodução

A presidente da Abrasel, Lorenna Bezerra, que afirma que bares e casas noturnas são os mais afetados com pandemia

A presidente da Abrasel, Lorenna Bezerra, que afirma que bares e casas noturnas são os mais afetados com pandemia

BIANCA FUJIMORI
DA REDAÇÃO

A Associação Brasileira de Bares e Restaurante (Abrasel) estima que 40% dos bares e restaurantes de Cuiabá não conseguirão reabrir as portas após a pandemia do novo coronavírus, a Covid-19. Além disso, ainda segundo a associação, a Capital já contabiliza cerca de 10 mil demissões no setor.

 

Conforme a presidente da entidade, Lorenna Bezerra, os grupos mais afetados são bares, casas noturnas e microempresários.

 

As boates e bares, segundo Lorenna, serão os últimos a reabrirem as portas. Já os microempresários possuem faturamento pouco significativo e sobrevivem do que produzem.

 

“Para os bares e casas noturnas a retomada será mais lenta, então eles vão sentir bastante o impacto. Tem muita demissão e muitos não vão conseguir voltar. Outra fatia que também vai ser muito prejudicada é o micro e pequeno empreendedor. 80% do segmento são de pequenos empreendedores, que faturam na faixa de R$ 20 mil a R$ 30 mil. Esse grupo de empresários que faturam menos, só faturam o que produzem”, disse ela ao MidiaNews.

 

Bezerra ainda ressaltou que outros setores também dependem dos bares e restaurantes, como o pequeno agricultor e os músicos.

 

Tem muita demissão e muitos não vão conseguir voltar. Outra fatia que também vai ser muito prejudicada é o micro e pequeno empreendedor

“Nós temos, na cadeia de restaurante, pessoas que dependem da gente. Tem fornecedor; pequeno agricultor; músico. A gente está falando de uma série de pessoas desempregadas. É muito preocupante. A gente não está preocupada somente com a economia”, afirmou.

 

De acordo com a presidente da Abrasel, as pessoas que foram demitidas durante a pandemia estão recebendo o seguro desemprego, mas isso não irá durar por muito tempo e fará com que o poder de compra diminua, dificultando ainda mais a recuperação da economia.

 

“Não vai recuperar. As pessoas não terão poder de compra, a violência vai aumentar... É muito sério o que a gente está vivendo. Em Campo Grande, Curitiba, tudo já voltou e aqui ainda está segurando”, disse.

 

Reabertura com restrições

 

Lorenna disse, ainda, que a única solução para salvar as empresas e os empregos é reabrir os restaurantes, adotando medidas de biossegurança.

 

Segundo ela, os restaurantes já tomavam cuidados com a manipulação dos alimentos e limpeza, seguindo as exigências da Vigilância Sanitária.

 

“O restaurante já é acostumado com o controle na manipulação de alimentos. Esse vírus se transmite entre pessoas e não do alimento para a pessoa. O que o restaurante tem que fazer é tomar cuidado com clientes, funcionários e fornecedores”, afirmou.

  

“O talher não pode mais ficar exposto em cima da mesa, tem que ficar embalado, montar a mesa só a partir do momento em que o cliente chegar, um buffet por quilo fica um funcionário higienizando as mãos dos clientes com álcool 70%, guardanapo embalado, espaçamento entre as mesas também”, enumerou.

 

Incoerência

 

Por fim, a presidente da Abrasel questionou a reabertura, na semana passada, do Restaurante Popular pela Prefeitura de Cuiabá.

 

Segundo Lorenna, não há diferença entre o funcionamento da unidade para os outros estabelecimentos, se todos seguirem rigorosamente os cuidados sanitários.

 

“Reabrir o Restaurante Popular vai contra tudo o que a Prefeitura está dizendo que não pode. Se o Restaurante Popular da Prefeitura pode, por que os restaurantes populares e o restaurante normal não podem? Qual é a diferença?", questionou.

 

"Simplesmente, eles abriram tomando as restrições com todo o cuidado que tem que ter, que foi colocado na cartilha elaborada pela Abrasel com o Sebrae”, completou.

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COMENTÁRIOS
7 Comentário(s).

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rosany soares frança  13.05.20 09h51
gentemm a culpa não é dos políticos,eles estão querendo que tudo passe e volte ao normal e estamos vivenciando uma situação difícil demais uma fatalidade e se seguirmos as regras do ministério da saude tudo vai passar mas rápido possível , mas o pior é que a população não segue as normas e a contaminação está cada vez aumentando, vcs pensam assim porque não foi um ente querido de vcs a doença existe, fazer o que
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EMORAES  13.05.20 09h06
Temos que dar o mesmo tratamento ao segmento de bares e restaurantes ao dados aos por ex supermercados, farmácias, pois eles também fazem parte da nossa vida, e as famílias dessas pessoas como ficam?. Sr Prefeito e Sr Governador já passou da hora de reaberturas desses comércios.
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Lucas nunes  12.05.20 23h23
É um absurdo! Meu restaurante perdeu 50% do faturamento. Desde 20/03 sem atendimento ao público e somente o delivery nao supri as demandas. Enquanto contas se atrasam e o faturamento só diminui, ja tive que dispensar 4 funcionarios e o pior, sem previsao de volta ao atendimento, mesmo que com capacidade reduzida. Enquanto vemos aglomerações em mercados, lotericas, bancos e por ai vai. Um verdadeiro descaso.
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Marc  12.05.20 19h21
Tranquilo.Depois que a pandemia acabar, chamaremos os que disseram que economia via depois, eles arrumarão tudo.
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Arnaldo Leite Albuquerque  12.05.20 17h25
Para a economia eu tenho a receita e o remédio, agora para a doença você tem?
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