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11.04.2026 | 15h40 Tamanho do texto A- A+

Hospitais oferecem proteção contra bronquiolite em prematuros

Nirsevimabe começou a ser fornecido pelo SUS em 29 maternidades de Mato Grosso

Reprodução

SES disponibilizou o imunobiológico nirsevimabe para bebês prematuros

SES disponibilizou o imunobiológico nirsevimabe para bebês prematuros

DA REDAÇÃO

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) disponibilizou o imunobiológico nirsevimabe para bebês prematuros, para a proteção imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite, em 29 maternidades e hospitais habilitados para a aplicação do medicamento.

 

Na rede hospitalar do Estado, três hospitais atuam como referência: o Hospital Regional de Colíder, de Cáceres e de Sorriso. O componente é um anticorpo monoclonal indicado para a prevenção de infecções graves causadas pelo VSR.

 

O Hospital Regional de Colíder e o de Sorriso, ambos administrados pela SES-MT, já aplicaram, respectivamente, duas e 10 doses.

 

O Hospital Regional de Cáceres, vinculado à SES-MT e sob a administração da Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir), aplicou o medicamento em 25 bebês prematuros da região.

 

A Secretaria já distribuiu um total de 726 doses do nirsevimabe aos hospitais de Mato Grosso, sendo 37 doses para a regional de Cáceres, 14 doses para a de Colíder e 30 doses para a de Sorriso, conforme planejamento de distribuição baseado na estimativa de nascidos vivos elegíveis.

 

O público-alvo prioritário da estratégia são os recém-nascidos prematuros, com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias, que podem receber a dose ainda na maternidade, logo após o nascimento.

 

O imunobiológico foi adquirido pelo Ministério da Saúde para fornecimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

“Os bebês prematuros já recebem o medicamento na maternidade, durante a internação. A proteção é fundamental, pois os recém-nascidos têm mais risco de desenvolver formas graves de bronquiolite ou pneumonia. A estratégia vai evitar internações e mortes em Mato Grosso”, explicou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.

 

Conforme a secretária adjunta de Atenção e Vigilância à Saúde da SES, Alessandra Moraes, os hospitais particulares não vão receber diretamente o medicamento, mas poderão acionar a Vigilância Municipal quando nascer uma criança prematura, para que a equipe da Prefeitura vá até o local e faça a aplicação do imunobiológico.

 

“É importante destacar que o nirsevimabe é um anticorpo pronto que protege o bebê logo após a administração. As doses foram distribuídas estrategicamente, garantindo o acesso ao medicamento para os prematuros nas diferentes regiões. Posteriormente, crianças de até 24 meses com comorbidades também vão receber o imunobiológico”, afirmou.

 

Posteriormente, poderão receber o medicamente crianças de até 2 anos com as seguintes comorbidades: cardiopatia congênita, broncodisplasia (doença pulmonar crônica da prematuridade), imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas.

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