Cuiabá, Quarta-Feira, 1 de Abril de 2026
CASO DE POLÍCIA
20.07.2009 | 14h41 Tamanho do texto A- A+

Polícia vai chamar Romário para depor sobre esquema de jogo

Delegado diz que investigação possui muitas perguntas sem respostas.

DO G1

O ex-jogador Romário será convocado pela polícia para prestar esclarecimentos sobre seu possível envolvimento em um jogo conhecido como "pirâmide da fortuna" que teria resultado na morte de um homem. O delegado Sérgio Lomba, titular da 24a DP (Piedade), disse, nesta segunda-feira (20), que pretende chamar o Baixinho para "elucidar alguns pontos obscuros" na investigação. Em seu primeiro depoimento, Romário negou qualquer participação.

O delegado, que investiga o assassinato de Glauber de Jesus Matos Nascimento, de 37 anos, que teria conhecido o craque e até usado um veículo importado de sua propriedade, disse que a investigação ainda possui muitas perguntas sem respostas.

Romário nega envolvimento

Romário chegou a ser ouvido no início do ano. Na ocasião, ele negou qualquer envolvimento em esquemas de jogo ou no que poderia ter motivado a morte de Glauber. A vítima foi executada com tiros de fuzil no dia 10 de janeiro, na Abolição, Zona Norte do Rio.

"Em seu depoimento, Romário não fala sobre a denúncia de que teria oferecido um jipe Hummer para abater a dívida de um suposto amigo, identificado como Jorge Alexandre Tavares Domingues. Isso chegou a ser questionado à mulher de Glauber, mas ela disse que desconhecia se o marido teria usado um carro desse tipo", contou o delegado.

Segundo a polícia, Romário foi ouvido porque havia informações de que o ex-jogador teria presenciado uma briga entre Glauber e Jorge Alexandre.

Na ocasião, Romário disse que conheceu Glauber dois meses antes de sua morte, a quem chamava de "Índio". O Baixinho também disse que conheceu Jorge Alexandre, para ele Alex, em um posto de gasolina na Barra da Tijuca, próximo ao condomínio Golden Green, onde o ex-craque morava.

Uma testemunha afirma em depoimento que, na época, Glauber teria ameaçado Alexandre de morte e, para evitar o pior, Romário teria oferecido o jipe importado.

Envolvimento com máquinas caça-níqueis

No depoimento, a mulher, embora casada há 13 anos com Glauber, afirma ainda que o marido não falava com detalhes sobre seu trabalho, dizendo apenas que trabalhava como segurança. Ele era suspeito de envolvimento com máquinas caça-níqueis.

Embora a polícia tenha feito várias diligências para localizar Alexandre, inclusive em dois endereços no Recreio e em um escritório no Centro, ele não foi encontrado. "Esse sujeito pode ser a chave da questão. Vamos fazer outras diligências e localizá-lo para esclarecer esses envolvimentos no jogo e o assassinato do Glauber", completou Sérgio Lomba.

De acordo com depoimentos que fazem parte da investigação, Jorge Alexandre seria o cabeça do esquema, mas a "pirâmide" teria quebrado e causado prejuízos para várias pessoas que faziam parte do jogo.

Segundo a polícia, Alexandre possui em seu nome um veículo Crysler modelo 300L, ano 2006. Ele responde a uma acusação de apropriação indébita de um Fiat Siena, conforme registro feito na 32a DP (Taquara) em agosto de 2005.

Já Glauber foi condenado por porte ilegal de arma de fogo, em 2000, pela 2a Vara Criminal de Bangu; possui uma outra condenação, no mesmo ano, por atropelamento com morte; e foi denunciado por homicídio em 2003.

 

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