Cuiabá, Terça-Feira, 7 de Abril de 2026
ASSÉDIO EM UPA
18.12.2024 | 08h28 Tamanho do texto A- A+

Saúde cita atitudes "inadequadas", afasta médico e abre PAD

Ruy de Souza Gonçalves foi gravado pedindo beijo para paciente de Unidade de Pronto Atendimento

Reprodução

Médico Ruy de Souza Gonçalves (detalhe) foi afastado das unidades

Médico Ruy de Souza Gonçalves (detalhe) foi afastado das unidades

ANDRELINA BRAZ
DA REDAÇÃO

O médico Ruy de Souza Gonçalves, 67 anos, foi afastado dos atendimentos nas unidades de saúde de Cuiabá acusado de assediar uma paciente na UPA Pascoal Ramos, na manhã de segunda-feira (16).

Agora dá um beijinho em mim, dá? Me dá um beijinho

 

O caso ganhou notoriedade após a paciente gravar o momento em que o médico pede repetidas vezes para que ela o beije durante uma consulta na Unidade Pascoal Ramos.

 

Em determinado momento do diálogo, é possível ouvir o médico dizendo: "Agora dá um beijinho em mim, dá? Me dá um beijinho". A mulher nega repetidas vezes, mas ele insiste. 

 

Após sair da sala, a mulher denunciou o ocorrido à coordenação da UPA, que acionou a Polícia Militar.

 

Ruy de Souza foi preso e solto após passar por audiência de custódia ainda na tarde de segunda-feira.

 

Nesta terça, a Secretaria Municipal de Saúde publicou um comunicado informando o afastamento do médico de todas as unidades onde ele trabalhava no município.

 

Ainda de acordo com a Pasta, ele responderá a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), já que é servidor efetivo em uma das unidades. O procedimento poderá resultar em sua demissão do serviço público.

 

“Diante da gravidade dos fatos e da reincidência de comportamentos inadequados, a Secretaria Adjunta de Atenção Especializada e Vigilância em Saúde encaminhou, nesta terça-feira (17), todos os documentos para o gabinete do secretário municipal de Saúde, para conhecimento dos fatos”, diz trecho do documento.

 

Histórico de controvérsias 

 

Médico e advogado, Ruy de Souza apresenta um histórico de duas demissões em cargos na área da saúde municipal e estadual.

 

Em 2015, ainda sob a gestão de Mauro Mendes, ele foi demitido após uma auditoria que constatou carga horária incompleta por parte do médico. Os dados do documento apontavam que, de 311 dias de trabalho, ele havia faltado 172. Na ocasião, ele alegou que havia sido contratado para trabalhar 20 horas semanais, e não 40 horas.

 

Já em 2023, ele foi demitido por insubordinação, mas conseguiu reverter a decisão após um processo judicial.

 

Com a acusão de assédio registrada nesta segunda-feira, o Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) encaminhou uma denúncia contra o médico ao Tribunal de Ética da entidade para realizar a apuração do caso. 

 

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