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TUMULTO EM VG
26.01.2023 | 08h28 Tamanho do texto A- A+

Seduc anula audiência que debateu militarização de escola

Portaria da Pasta afirma que evento foi inviabilizado pelo comportamento de um grupo de pessoas

Harleid Claiton

A fachada da Escola Professora Adalgisa de Barros, em Várzea Grande

A fachada da Escola Professora Adalgisa de Barros, em Várzea Grande

DA REDAÇÃO

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) decidiu nesta quarta-feira (25) pela anulação da audiência pública realizada na Escola Estadual Professora Adalgisa de Barros, em Várzea Grande, no dia 23 de janeiro.

 

O evento deveria discutir, de forma democrática, a transformação da unidade educacional no modelo de gestão de Escolas Estaduais Militares, em conformidade com a Lei Ordinária nº 11.273/2020, o que não ocorreu, em razão de tumulto generalizado provocado por um grupo de pessoas.

 

A anulação foi feita por meio da portaria nº 070/2023, que considerou o que dispõe a Lei Complementar nº 612/2019, artigo 71 da Constituição do Estado e seus incisos.

  

A portaria esclarece, entre outras razões, que a audiência sequer concluiu a primeira etapa (apresentação do plano de trabalho) diante do alvoroço que se instaurou, tornando o ambiente num cenário de confusão, hostilidade e vandalismo, conforme demonstram diversos vídeos expostos em mídias sociais feitos no local.

 

Conforme a Seduc, também considerou que não houve debate democrático e votação conforme a regra para deliberar sobre a pauta da convocação.

 

Ainda conforme a Secretaria, pessoas alheias ao processo "foram ofensivas, agrediram verbalmente tanto os profissionais da Seduc-MT quanto os profissionais da Segurança Pública".

 

A Pasta diz ainda que as pessoas incitaram os estudantes a praticar atos violentos, "o que não coaduna com atitude em um ato solene administrativo".

 

Caberá à Diretoria Regional de Educação do Polo Várzea Grande, sob orientação da Secretaria Adjunta de Gestão Regional e Coordenadoria de Escolas Militares, organizar a realização de nova audiência pública ou outro processo análogo para a manifestação dos pais e estudantes.

 

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COMENTÁRIOS
12 Comentário(s).

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Jaoa  26.01.23 21h51
Vamos colocar os Cientistas Sociais ...filosofos....Professores para comandar a polícia ...vão aceitar ?? Tem bases comunitárias que não estão resolvendo o problema da criminalidade em alguns bairros ...a PM vai aceitar que um civil fique a frente de suas operações??? Fica a pergunta . Então Polícia Militar... permaneça onde é de sua obrigação e responsabilidade...e os policiais que cuidam da "disciplina dos alunos" ...realmente tem condições éticas para cuidar dessa função ??? Tem a ficha funcional limpa para tal ......Polícia Militar é na rua e não na direção da escola .....!!!!!!!
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Edmilson   26.01.23 18h20
Tem que envolver os país nesse assunto ouvir as opinião deles. Felizmente quando estudei cantava se o hino Nacional, apanhei de chinelo,sinto e galho de goiabeira agradeço ao meu pais pela minha Educação . Precisamos de mais amor e mais empatia.
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Claudia   26.01.23 17h37
Interessante observar os comentários, porque não há uma reflexão sobre o que está fazendo o PM em escolas. PM é para executar a política de segurança pública, ao invés de gastarem tempo, energia e dinheiro atuando em outra área deveriam pensar em como controlar o avanço do crime organizado no estado, porque por hoje eles matam jovens pobres quero ver qdo eles começarem a questionar o Estado. Ou a PM acha mesmo que disciplina é ordem vai resolver o problema da entrada de jovens no crime, isso tem muito mais a ver a pobreza e a desigualdade social. Pais que defendem escola com PM precisam entender que não educação não se faz só nas escolas. No mais lugar de PM é na segurança pública e não gerindo escola e tocando lambadão. Cada macaco no seu galho porque o galho da segurança vai ficar vazio e coitado do povo.
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Simonetto  26.01.23 16h52
Antes de palpitar é bom se informar, segundo nota do Sintep ficou combinado com os militares que haveria uma votação com pessoas que foram inscritas para decidirem se a escola ia ser militarizada ou não, só que na hora os militares recolheram várias pessoas que não estavam inscritas para votar e decidiram que a votação seria na base do braço levantado e como havia pessoas desconhecidas e que não estavam inscritas a professora protestou daquela maneira pois viu que estavam forçando a barra, foi isso que entendi pela nota divulgada pelo Sintep.
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Rodrigues  26.01.23 14h38
É muito simples resolver a situação: que o projeto permaneça durante 4 anos. Após este período, se a escola ficar pior do que já era, volta o modelo antigo. Muito simples de resolver, bastar ter bom senso e dados de controle de avaliação da metodologia.
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