Um levantamento do Procon de Cuiabá sobre empréstimos consignados analisou mais de 5 mil contratos e acendeu o alerta para uma situação extrema entre servidores públicos do município, o chamado "superendividamento".
Segundo a secretária-adjunta do órgão, Mariana Borges, ao menos 12 casos analisados durante um mutirão de renegociação mostraram que, após os descontos em folha, alguns servidores passaram a receber valores entre R$ 100 e R$ 150 por mês.
De acordo com ela, o problema está no acúmulo de descontos. Empréstimos consignados, pensões e outras cobranças acabam sendo autorizados de forma isolada e, quando somados, comprometem grande parte da renda mensal.
"Falta uma análise mais ampla antes da liberação desses descontos, o que tem levado servidores a uma situação em que o salário líquido já não é suficiente nem para garantir a própria subsistência", disse a secretáeia.
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