Documentos das investigações da Operação Gorjeta, deflagrada na última terça-feira (27), mostram que a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) descobriu o esquema de desvio de emendas parlamentares da Câmara de Cuiabá, após a apreensão do celular do vereador Chico 2000 (sem partido), em julho de 2025, na Operação Perfídia.
A Perfídia investigou os vereadores Chico 2000 e Sargento Joelson (PSB) por suspeita de cobrar pagamento de propina de R$ 250 mil da empreiteira HB20, responsável pela obra do Contorno Leste, orçada em R$ 125 milhões, para aprovar o projeto de lei necessário para que o município quitasse débitos com a empresa.
Conforme o relatório da Deccor, durante o curso dessa investigação, quando a perícia técnica extraiu os dados do aparelho celular de Chico 2000, foi revelado que o parlamentar destinou R$ 1 milhão, por intermédio de emendas impositivas da Secretaria de Esportes de Cuiabá para a realização de duas corridas de rua em abril de 2025.
"Para a realização dos eventos, foram firmados Termos de Fomento com o Instituto Brasil Central (Ibrace), entidade privada sem fins lucrativos, que, por sua vez, transferiu a execução para a empresa Sem Limite Esporte e Eventos, a Chiroli Esportes", consta no relatório da Deccor.
A partir dos novos indícios de esquema, a Deccor deu início ao inquérito que resultou no afastamento do vereador Chico 2000, e teve como alvos outros servidores da Câmara Municipal, empresários e o presidente da entidade Ibrace.
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