Cuiabá, Sábado, 4 de Abril de 2026
CRIME EM POSTO
29.04.2023 | 14h00 Tamanho do texto A- A+

Advogado de PM morto vai requerer reparação na esfera cível

Rodrigo Pouso também disse que irá pedir a expulsão do investigador acusado do crime

Reprodução

O advogado Rodrigo Pouso (detalhe), que representa a família da vítima

O advogado Rodrigo Pouso (detalhe), que representa a família da vítima

ANGÉLICA CALLEJAS
DA REDAÇÃO

O advogado Rodrigo Pouso, que representa a família do PM Thiago Ruiz, 36, assassinado na quinta-feira (27) pelo investigador de Polícia Civil Mário Wilson Vieira Gonçalves, afirmou que irá entrar com processo cível e requerer a expulsão de Mário da corporação.

 

“Vamos buscar reparação na esfera cível e também na esfera administrativa para que ele seja expulso da Polícia Civil, porque manchou o nome da corporação”,  disse em entrevista ao programa SBT Comunidade.

 

Conforme o advogado, que trabalha como assistente de acusação junto da promotoria, não há sustentação para a defesa de Mário Wilson alegar legítima defesa.

 

Vamos buscar reparação na esfera cível e também na esfera administrativa para que ele seja expulso da Polícia Civil

“A injusta agressão não partiu da vítima. Para ter legítima defesa, precisa ter injusta agressão, atual e iminente. A injusta agressão parte do autor do fato, de quem cometeu esse homicídio qualificado”, afirmou.

 

“É um homicídio brutal, qualificado, do qual temos motivo fútil, que impossibilitou a defesa da vítima. [...] Ele tira a arma do policial”, acrescentou.

 

“Vamos pleitear isso, vamos esperar o Ministério Público denunciar por homicídio qualificado. Que ele seja pronunciado, vá para o Tribunal do Júri e seja condenado”.

 

O crime

 

O assassinato do PM Thiago de Souza Ruiz aconteceu na madrugada de quinta-feira (27), após ele ser atingido com cinco tiros pelo investigador de Polícia Civil Mário Wilson Vieira Gonçalves na conveniência do posto Conti Comigo, localizado próximo ao Choppão, em Cuiabá.

 

Testemunhas relataram que Mário Wilson teria provocado Thiago desde quando se conheceram através de um amigo em comum, na madrugada do assassinato. Após o PM levantar a camiseta para mostrar uma cicatriz enquanto conversaram sobre confrontos policiais, ele teve seu revólver retirado da cintura por Mário.

 

O investigador, então, apontou a arma para ele, momento em que Thiago tentou reaver o objeto, e os dois começaram a brigar no chão do estabelecimento. Um dos amigos de Mário se aproxima e retira o revólver das mãos do PM, que tinha conseguido pegar a arma, e logo em seguida o policial civil sacou sua arma e atirou na vítima.

 

Thiago chegou a ser socorrido por amigos e encaminhado ao Hospital Jardim Cuiabá, onde chegou com parada cardiorrespiratória e morreu em decorrência dos ferimentos.

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