Cuiabá, Segunda-Feira, 12 de Janeiro de 2026
LATROCÍNIOS EM VG; VÍDEO
12.01.2026 | 11h00 Tamanho do texto A- A+

Assassino de motoristas filmou execução: “Ritual de barbaridade”

Crimes ocorreram em 2024, em Cuiabá e VG; autores revelaram que pretendiam fazer outras vítimas

Yasmin Silva/MidiaNews

O delegado Caio Albuquerque, titular da (DHPP); em detalhe suspeito preso

O delegado Caio Albuquerque, titular da (DHPP); em detalhe suspeito preso

LIZ BRUNETTO E LARISSA AZEVEDO
DA REDAÇÃO

O delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o último homem preso envolvido na série de latrocínios contra motoristas de aplicativo, em 2024 em Cuiabá e Várzea Grande, filmava os assassinatos. Ele classificou os crimes como “ritual de barbaridade”.

 

Vocês veem a crueldade desse criminoso que, embora jovem, é capaz de fazer ritual de barbaridade

Akcel Lopes Campos, de 22 anos, foi preso na cidade de Juara, na tarde da última sexta-feira (9).

 

“Em uma das execuções, segundo consta nas investigações, a faca que ele portava teria quebrado, aí ele usou o próprio canivete da vítima para o crime. Ele teria feito até filmagem disso para divulgar a algum comparsa ou outro envolvido de forma imediata”, disse o delegado em conversa com a imprensa, na manhã desta segunda-feira (12).

 

“Então, vocês veem a crueldade desse criminoso que, embora jovem, é capaz de fazer todo esse ritual de barbaridade”, acrescentou.

 

As vítimas foram identificadas como Márcio Rogério Carneiro, de 34 anos; Elizeu Rosa Coelho, de 58 anos; e Nilson Nogueira, de 42 anos. Eles desapareceram entre os dias 11 e 14 de abril, após saírem de casa para trabalhar no período noturno, nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

 

À época, um homem e uma mulher foram presos, e dois menores foram apreendidos por participação nos latrocínios e ocultação de cadáver das vítimas.

 

Akcel já vinha sendo monitorado até ser encontrado e preso em Juara, em um estabelecimento comercial. No momento da prisão, informalmente, ele confessou a participação nos crimes.

 

Segundo o delegado, a partir de uma ideia em conjunto, os criminosos decidiram matar um motorista de aplicativo por dia.

 

“Conforme eles mesmos disseram, decidiram matar um motorista de aplicativo por dia, porque queriam. Cismaram que tinha que morrer um motorista de aplicativo por dia e assim começaram a fazer”, afirmou.

 

No dia 10 de abril, o bando realizou a primeira abordagem, mas decidiu poupar a vida do motorista. No dia 11, aconteceu a primeira morte; no dia 13, a segunda; e, no dia 14, a terceira.

 

“Em uma dessas empreitadas, ao dispensar o veículo, com a eficiência das câmeras Vigia Mais, as equipes aqui do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, que já estavam no encalço, localizaram e começaram a identificação desses envolvidos”, explicou.

 

Após a prisão e apreensão dos envolvidos, os policiais civis localizaram os corpos de duas vítimas, Márcio e Elizeu, no bairro Jardim Petrópolis e em um lixão próximo do Capão do Pequi, ambos em Várzea Grande. Já o corpo de Nilson foi localizado na manhã desta terça-feira, em uma área no distrito de Bonsucesso, na mesma cidade. 

 

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