Uma verdadeira força-tarefa foi montada pela Polícia Civil para retirar pedaços de caminhões de uma oficina de desmanche que funcionava em uma mata fechada em União do Sul (720 km ao Norte da Capital) durante a “Operação Tatu Canastra”, desencadeada na semana passada em Sinop.
O local é conhecido como Fazenda Santo Antônio, que mantinha em sua propriedade o "cemitério" usado para enterrar ou esconder parte de veículos roubados em vários cantos do Estado.
As investigações apontam que a quadrilha vendia o cavalo mecânico dos caminhões e carretas e enterrava a parte que não seria revendida ou escondia em meio a mata, para adulteração dos sinais e posterior repasse a receptadores.
A fazenda está a 30 km da cidade de União do Sul e pertence a T.S., que está foragido. No local, os policiais prenderam a mulher, a filha dele e o caseiro da propriedade pelos crimes e receptação, adulteração de sinais identificadores e posse ilegal de arma de fogo.
Foram retirados do local um caminhão bitrem, um tanque de combustível, um tanque bitrem de nove eixos, uma caçamba, além de um trator, um caminhão munck, e a parte traseira de um caminhão biarticulado, usado para transportar madeira.
O tanque de um caminhão enterrado na propriedade foi roubado em Cuiabá no dia 28 de novembro de 2014. A vítima de outro veículo foi identificada em Campo Verde.
Foram necessários 12 policiais, cinco desbravadores de mata, além de dois mecânicos e dois peritos para o trabalho da retiradas dos veículos que estavam enterrados ou escondidos em meio a mata fechada.
Segundo o delegado regional de Sinop José Abdias Dantas, os roubos são obras de uma quadrilha que age em Mato Grosso, com ramificações nos estados do Paraná, Pará e Mato Grosso do Sul.
Ele explicou que a organização atua no roubo, furto e adulteração de veículos desde a década de 90.
"Seus membros já foram presos várias vezes e a quadrilha sempre se regenera", disse.
A operação levou o nome de "Tatu Canastra", animal também conhecido por "Tatuaçu" e ainda "Tatu Carreta", espécie que vive na Floresta Amazônica e em trechos de Mato Groso, longe de zonas povoadas.