Um corpo não identificado e em avançado estado de decomposição foi encontrado na noite deste sábado (21), nas águas do Rio Vermelho, em uma região rural conhecida como comunidade Miau, em Rondonópolis (220 km de Cuiabá).
O cadáver foi localizado por um pescador que passava pelo trecho onde cerca de 46 famílias possuem propriedades ribeirinhas. Logo após o avistamento, a Polícia Militar foi acionada e isolou a área para o início dos trabalhos periciais e de resgate.
A ocorrência mobilizou uma força-tarefa composta pelo Corpo de Bombeiros, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e o Instituto Médico Legal (IML). Devido à dificuldade de acesso, os bombeiros utilizaram embarcações e equipes de mergulho para transportar os peritos até o ponto exato onde o corpo flutuava, aguardando a chegada dos especialistas para garantir a preservação de possíveis vestígios na cena do crime.
De acordo com informações preliminares, a vítima estava com as mãos e os pés amarrados, detalhe que reforça a principal linha de investigação: execução sumária ligada a acerto de contas de facções criminosas. Além das amarras, os peritos identificaram indícios de que o indivíduo possa ter sido atingido por disparos de arma de fogo antes de ser jogado no rio, hipótese que será submetida a exames de necropsia para confirmação.
A identificação oficial da vítima ainda não foi possível devido ao estado em que o corpo se encontrava, o que impossibilitou a verificação imediata de sexo ou traços fisionômicos. Segundo a Politec, o reconhecimento deverá ser realizado por meio de exames de DNA ou confronto de arcada dentária nos próximos dias.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis já assumiu o caso e deu início aos levantamentos de campo. Os investigadores estão realizando um cruzamento de dados com o cadastro de pessoas desaparecidas na região sul do Estado nas últimas semanas. A polícia busca agora por testemunhas ou moradores da comunidade que tenham percebido movimentações estranhas de veículos ou pessoas na estrada de acesso ao rio nos últimos dias.
O caso segue sob investigação sigilosa e, até o momento, nenhum suspeito havia sido preso ou identificado.
O laudo definitivo do IML, que apontará a causa exata da morte, deve ser emitido em até 30 dias.
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