Cuiabá, Quinta-Feira, 9 de Abril de 2026
ATAQUE EM CONFRESA; VÍDEO
09.04.2026 | 14h20 Tamanho do texto A- A+

GCCO: Bando investiu R$ 3 mi em crime e queria comprar fazendas

Assaltantes causaram terror em cidade do interior de MT, mas levaram apenas R$ 2 mil da empresa

Yasmin Silva/MidiaNews

Delegados Igor Sasaki, Gustavo Belão e Rafael Scatolon: Operação Pentágono

Delegados Igor Sasaki, Gustavo Belão e Rafael Scatolon: Operação Pentágono

ANDRELINA BRAZ E LARISSA AZEVEDO
DA REDAÇÃO

Investigações da Operação Pentágono, deflagrada nesta quinta-feira (9), revelaram que os criminosos responsáveis pela tentativa de roubo ao cofre da Brinks, em Confresa, investiram mais de R$ 3 milhões para praticar o crime, que completa três anos hoje. 

 

Temos informações de que os criminosos já estavam negociando a compra de fazendas

Segundo o delegado Igor Sasaki, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), os criminosos pretendiam roubar milhões de reais e se organizaram em uma espécie de “consórcio” para financiar a ação. A operação foi planejada ao longo de cinco meses e causou transtornos ao município, em uma prática conhecida como “domínio de cidades”.

 

Apesar da pretensão de ganho, os assaltantes levaram apenas R$ 2 mil, presentes em uma antessala do cofre. Dezoito criminosos morreram em confronto com a Polícia na época. 

 

“A gente estima, pela análise da movimentação financeira deles, que o valor aproximado de R$ 3 milhões foi investido nesse período”, revelou o delegado.

 

Apesar do alto valor investido, o delegado Gustavo Belão, titular da GCCO, ressaltou que não há informações concretas sobre os valores que estavam no cofre no dia do crime.

 

Segundo ele, os criminosos pretendiam dividir milhões de reais de acordo com a função e o comando de cada um.

 

“A promessa era de que conseguiriam acessar o cofre da Brinks e retirar um valor que supunhavam existir lá dentro. Uns falam em R$ 40 milhões, outros em R$ 60 milhões. Em nenhum momento tivemos acesso, por questões de segurança, ao valor que havia no cofre”, relatou.

 

A pretensão de ganho milionário também foi evidenciada por contratos de imóveis apurados pela Polícia Civil. Segundo o delegado, alguns criminosos já planejavam aquisições de imóveis milionários após o assalto.

 

“Temos informações de que os criminosos já estavam negociando a compra de fazendas. Um dos envolvidos, que foi neutralizado no Maranhão, tinha uma promessa de compra de uma fazenda no valor de R$ 5 milhões. Esse valor seria pago 15 dias após o crime”, acrescentou.

 

De acordo com Belão, o fracasso da ação ocorreu devido à alta complexidade do sistema de segurança, que impossibilitou o acesso ao cofre dentro do prazo estipulado pelos criminosos, de cerca de 1 hora e 50 minutos.

 

“A gente tem informações concretas sobre isso: esse era o prazo. Eles chegaram próximo a esse tempo, perceberam que não conseguiriam acessar o cofre e um dos comandantes, que organizava toda a ação, deu a ordem: ‘Deu o tempo, vamos embora’. Ninguém contestou. Os criminosos pegaram suas ferramentas, montaram nos carros e foram embora”, explicou o delegado.

 

Conforme Belão, a ação em conjunto demonstra o nível de treinamento que os criminosos receberam para realizar a operação em Confresa.

 

A Operação

 

Na manhã desta quinta-feira (9), a Polícia Civil deflagrou a terceira fase da Operação Pentágono, contra o grupo responsável pelo assalto à empresa Brinks, ocorrido em abril de 2023, no município de Confresa.

 

Ao todo, foram cumpridas 97 ordens judiciais, incluindo 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e o bloqueio de 40 contas bancárias, expedidos pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças.

 

Veja vídeo: 

 

 

Leia mais: 

 

Vídeo mostra passo a passo de ataque que aterrorizou Confresa

 

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