O ataque criminoso que sitiou o município de Confresa para o roubo do cofre da Brinks, em abril de 2023, considerado o maior e mais violento roubo de Mato Grosso, envolveu mais de 50 pessoas, segundo a terceira fase da Operação Pentágono, deflagrada nesta quinta-feira (9).

De acordo com o delegado Gustavo Belão, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), os investigados foram identificados em até sete estados.
Do total, cinco foram presos no início das investigações, enquanto 18 morreram em confronto com forças de segurança ao longo das ações policiais.
“São 50 pessoas identificadas. Estamos falando de pelo menos seis, sete estados. Sem capacidade investigatória, técnica e tecnologia, não seria um informante ou um preso que conseguiria nos ajudar”, afirmou o delegado.
“Outros criminosos já foram condenados. Indivíduos foram presos no Tocantins durante um cerco das forças de segurança, quando 18 pessoas foram neutralizadas, ainda em 2023”, acrescentou.
Esta fase da operação é concluída com o cumprimento de 91 ordens judiciais, 27 mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e 40 ordens de sequestro de valores, que podem chegar a R$ 6 milhões.
As investigações foram divididas em seis núcleos, responsáveis por apurar todas as etapas do crime, desde o planejamento, que durou pelo menos cinco meses, até a execução e o financiamento.
A ação contou com cerca de 20 executores no dia do crime, em 9 de abril, e teve custo estimado em R$ 3 milhões, incluindo veículos, armamentos, explosivos e aluguel de imóveis para reuniões.
“Eventualmente, novos interrogatórios podem apontar outros envolvidos não identificados, mas temos a consciência de que o trabalho foi feito. Modéstia à parte, a equipe da Polícia Civil, da GCCO e da Delegacia Regional de Confresa realizou uma investigação brilhante, que marca a minha carreira e a de qualquer delegado que participou”, concluiu Belão.
O crime
Em 2023, 20 criminosos fortemente armados sitiaram Confresa em uma ação coordenada. Parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu policiais e incendiou o prédio público, enquanto outras frentes da quadrilha destruíram veículos e prédios públicos, criando um clima de terror entre a população local.
O principal alvo da ação era a transportadora de valores Brinks. Utilizando explosivos de alta potência, o grupo criminoso tentou arrombar o cofre, mas não teve êxito.
Na ocasião, pessoas inocentes foram até mesmo rendidas na entrada da cidade e obrigadas a ajudar os criminosos a tentar invadir os cofres.
Após a falha na invasão, o grupo foi forçado a fugir, abandonando os veículos e parte do material utilizado na ação.
O crime foi considerado o maior e mais violento roubo no estado de Mato Grosso. Apesar de não conseguirem levar o dinheiro, eles causaram pânico entre a população e destruíram órgãos públicos, tentando contra a vida de profissionais.
Vídeos:
Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).
|
0 Comentário(s).
|