Cuiabá, Quarta-Feira, 4 de Março de 2026
ALVOS DE OPERAÇÃO
04.03.2026 | 09h00 Tamanho do texto A- A+

Saiba quem são os advogados acusados de "ludibriar" presos em MT

Grupo abordava familiares de detentos e citava influência junto no TJ para conseguir decisões de soltura

Reprodução

Policiais civis durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em escritório de advocacia alvo da Operação Smoke

Policiais civis durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em escritório de advocacia alvo da Operação Smoke

PIETRA NÓBREGA
DA REDAÇÃO

Os advogados alvos da Operação Smoke, deflagrada na manhã desta quarta-feira (4) em Cuiabá, foram identificados como Gustavo Barros dos Santos e Liomar Santos de Almeida, ambos com registro regular na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Também foi alvo o bacharel em Direito Dimas Pimentel Barroso.

 

Os três são investigados pelos crimes de exploração de prestígio e associação criminosa.

 

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Estelionato da Capital, apontam que o trio abordava familiares de pessoas presas prometendo a obtenção de decisões judiciais favoráveis mediante pagamento.

 

De acordo com a Polícia, os suspeitos alegavam possuir influência junto a membros do Poder Judiciário para convencer as vítimas, exigindo valores elevados sob a justificativa de que as quantias seriam repassadas a terceiros com suposta capacidade de interferir nas decisões.

 

A Justiça expediu três mandados de busca e apreensão, três mandados de imposição de medidas cautelares diversas da prisão e nove ordens de afastamento de sigilos bancário, fiscal e telemático. Os mandados foram autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá.

 

Entre as medidas cautelares impostas aos investigados estão o comparecimento periódico em juízo, a proibição de contato com outros investigados e testemunhas, a proibição de se ausentar da comarca sem autorização judicial  com entrega de passaporte e o monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira.

 

A Polícia Penal prestou apoio à operação realizando a instalação imediata dos dispositivos nos alvos alcançados pelas decisões judiciais.

 

Segundo apurado pela investigação, as negociações ocorriam tanto em encontros presenciais quanto por aplicativos de mensagens, com orientação explícita para que as conversas fossem mantidas em absoluto sigilo.

 

As quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático agora autorizadas têm por objetivo aprofundar a análise da movimentação financeira e das comunicações mantidas pelo grupo, permitindo identificar a origem e a destinação dos valores supostamente obtidos, bem como a dinâmica relacional entre os investigados.

  

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