
Na gravação, Aline agradeceu as mensagens de apoio que recebeu e afirmou estar se recuperando. Ela foi atingida por um tiro no seio direito.
“Não é fácil passar por isso. A gente nunca pensa que vai acontecer com a gente. Até acontecer, parece que é tudo tão distante, né? E demora bastante para a ficha cair. Inclusive, acho que a minha ficha nem caiu ainda”, relatou a fisioterapeuta.
Conforme Aline, Bruno não aceitava o fim do relacionamento e chegou a ameaça-la afirmando que ela “não ficaria com mais ninguém”.
Horas após a conversa, Aline foi até a residência do casal para buscar roupas e acabou surpreendida pelo suspeito, que, em um veículo Fiat Toro de cor preta, efetuou disparos contra ela.
Na gravação, ela afirmou que recebeu “um livramento” divino, já que o disparo entrou e saiu sem atingir órgãos vitais.
“Um livramento de Deus. As pessoas falam muito, às vezes espalham inverdades, mas, dos disparos, um me acertou. Ele atingiu o meu seio direito, entrou aqui e saiu aqui na lateral. Por sorte e graça divina, não atingiu nenhum órgão”, disse.
A ação foi presenciada pelo filho dela, de 8 anos, e pelo filho do casal, de 4 anos. O mais novo teria sido levado à força por Bruno, que fugiu após os disparos. A criança foi encontrada horas depois na casa da avó paterna.
“Não é difícil só por mim, é difícil pelos meus filhos. É difícil pelo meu mais velho, que já tem oito anos, tem total consciência do que aconteceu e conta a história, porque ele estava dentro do carro comigo”, relatou.
Suspeito preso
Bruno Pianesso se entregou à polícia na manhã de domingo (29) e está preso.
O suspeito possui registro de colecionador, atirador e caçador (CAC) e já havia se envolvido em conflitos anteriores, inclusive com registro policial.
Durante diligências na residência dele, os policiais encontraram grande quantidade de munições de diversos calibres, além de um cofre. As equipes também localizaram armas de fogo sob responsabilidade de um terceiro, incluindo uma pistola calibre 9 mm, um rifle calibre .22 e uma espingarda calibre 12. Todo o material foi apreendido.
Após a repercussão do caso, o clube de tiro do qual Bruno participava se manifestou. Em nota, a diretoria do Clube de Tiro .45 Sorriso informou que não compactua com atitudes violentas e decidiu pela expulsão imediata do associado.
“Diante de um fato extremamente grave envolvendo um de nossos afiliados, a diretoria do Clube de Tiro .45 Sorriso deliberou pela sua expulsão imediata do quadro de associados, com base no descumprimento das normas internas, princípios éticos e legais que regem a prática do tiro esportivo”, diz trecho da nota.
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