O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), cobrou publicamente maior atuação dos deputados estaduais na defesa dos interesses da Capital e afirmou que a cidade perdeu força política na Assembleia Legislativa.

“O que nós temos que fazer é ter mais deputados estaduais do nosso lado para lutar por Cuiabá. Eu acho que Cuiabá perdeu muito. Hoje poucos deputados lutam por nossa cidade”, afirmou o prefeito em entrevista à imprensa.
Ele avaliou que parte da bancada acabou direcionando sua atuação para municípios do interior.
“Muitos deles ficaram para o interior, para outros lugares, e não lutam mais por Cuiabá tanto”, disse.
Abilio defendeu a ampliação da base de deputados comprometidos com a Capital, tanto para fortalecer a representação política quanto para melhorar a relação institucional do município com o Governo do Estado.
“A gente tem que aumentar a nossa base de deputados estaduais aqui para defender nossa capital e melhorar também a imagem do município em relação ao Estado de Mato Grosso para que o Estado entenda a importância da capital e o quanto ela é carente desse tipo de investimento”, disse.
Queda nos repasses
Ao explicar um dos principais motivos da cobrança, o prefeito citou a redução nos repasses do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) previstos para este ano.
Conforme Abilio, Cuiabá deve receber cerca de R$ 500 milhões ao longo do período, valor aproximadamente R$ 100 milhões inferior ao que o município vinha recebendo nos últimos anos.
Ele atribuiu a queda à legislação estadual que alterou os critérios de distribuição da chamada “quarta parte” do imposto, aprovada pela Assembleia Legislativa.
Na avaliação do prefeito, a mudança penaliza municípios com maior densidade populacional e beneficia cidades menores.
“Nós somos um município com maior densidade populacional e, proporcionalmente, vamos receber por habitante muito inferior ao que municípios muito pequenos vão receber”, disse.
O prefeito ainda foi questionado se iria entrar na Justiça para reverter a situação, mas afirmou que provavelmente a ação não iria para frente.
“Se a gente entrar na justiça a gente vai perder, porque isso é uma decisão do governo do Estado e da Assembleia Legislativa. Temos que ter mais deputados estaduais do nosso lado”, afirmou.
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