O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), apresentou na tarde desta quinta-feira (9) o projeto do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, que deve orientar o crescimento da Capital pelos próximos anos.
Segundo ele, a proposta foi elaborada do "zero" após a gestão descartar o texto anterior, elaborado em 2024 na administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), classificado por Abilio como “ruim”.

Plano Diretor é o instrumento básico de planejamento urbano que organiza o crescimento e o funcionamento das cidades brasileiras.
O novo plano apresentado por Abilio ainda não foi aprovado. Antes de entrar em vigor, precisa passar por audiências públicas, análise do Conselho Municipal de Desenvolvimento Estratégico (CMDE) e votação na Câmara Municipal, para só então ser sancionado.
A expectativa da Prefeitura é de que a aprovação ocorra até maio.
“O plano construído até 2024 não foi votado pela Câmara. Nós o deixamos disponível na internet por cinco meses para contribuições da população, mas era tão ruim que decidimos abandoná-lo e fazer um novo”, afirmou Abilio.
Entre os principais pontos do novo plano estão mudanças no uso do solo, habitação, infraestrutura e valorização do patrimônio histórico. As medidas incluem o rebaixamento da fiação elétrica no Centro Histórico, revitalização do Morro da Luz e o plantio de 10 mil mudas de árvores.
Já o plano anterior priorizava a mobilidade urbana, com foco na captação de recursos federais para obras como viadutos e ciclovias, além de incentivar o transporte coletivo e modos não motorizados.
Segundo Abilio, o novo plano tem outro conceito e outra “mentalidade”.
“Esse Plano Diretor que estamos apresentando é 100% novo, não utiliza nada do plano anterior. É uma nova mentalidade: mudamos o conceito, a forma de fazer, mudamos tudo e o apresentamos agora”, destacou.
"Cuiabá para as pessoas"

De acordo com Abilio, o objetivo é promover um crescimento mais organizado e sustentável, com regras claras para ocupação do solo e preservação ambiental.
“O Plano Diretor não trata apenas de mobilidade ou infraestrutura, mas define como a cidade vai crescer. Queremos sair de um modelo voltado para carros e avançar para uma cidade pensada para as pessoas”, afirmou.
Outro ponto previsto é o congelamento da expansão urbana em áreas invadidas até decisão judicial, com o objetivo de conter a especulação imobiliária e garantir segurança jurídica. O plano também prevê modernização administrativa, com sistemas digitais para agilizar a aprovação de projetos e a emissão de alvarás.
O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Botura Portocarrero, destacou que haverá mudanças de curto, médio e longo prazo.
“Algumas ações serão imediatas, como reorganização da rede de água e esgoto nas calçadas, recuperação do Centro Histórico e arborização. Outras foram planejadas para orientar o desenvolvimento da cidade pelos próximos 50 anos”, afirmou.
Segundo ele, o plano prioriza a valorização dos espaços públicos e a melhoria da qualidade de vida, com atenção a áreas estratégicas.
“Regiões como a Praça Popular e a Praça da Mandioca terão tratamento prioritário, com foco nas pessoas. A ideia é qualificar calçadas, organizar os espaços e garantir mais conforto e segurança”, disse.
Confira abaixo os tópicos que o plano prevê:
* O desafio de Cuiabá, com diagnóstico da situação atual;
* O desafio urbano de Cuiabá, como expansão desordenada e alto custo de infraestrutura;
* A ruptura necessária entre o modelo rodoviarista e a cidade viva;
* A visão da atualidade vs a cidade com mais arborização e qualidade de vida;
* Escala humana e vitalidade;
* Fluxo, tempo e acupuntura urbana;
* Eixos estratégicos para transformação urbana sustentável;
* Destrava Cuiabá: desburocratização e aprovações simplificadas.
Veja o vídeo:
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