O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ironizou o ministro da Agricultura e senador licenciado Carlos Fávaro (PSD) ao rebater críticas sobre um suposto uso excessivo das redes sociais.

Abilio descartou a possibilidade de reduzir a frequência nas redes e mencionou investigações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por supostas irregularidades em emendas destinadas pelo ministro. Fávaro disse em entrevista nesta sexta-feira (6) que tem "trabalhando muito" e não tem tido tempo de "assistir o TikTok" para ver as críticas do prefeito de Cuiabá.
“Eles fazem essa crítica para que eu saie das redes sociais. Recentemente, saiu uma pesquisa e eu estou entre as 20 pessoas políticas com o maior alcance nas redes sociais. Ele fala que ele tem muito trabalho, mas não sei", disse.
"Tem que perguntar para a Prefeitura de Jangada como que está o trabalho dele com aquelas emendas que estão sendo investigadas. Tem que perguntar se o nome dele não está na lista do Banco Master, porque se tiver, ele tem muito trabalho para prestar”, emendou.
Em novembro de 2025, o presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo, determinou a abertura de uma investigação para apurar a execução de uma "emenda Pix", no valor de R$ 26,5 milhões do senador para o município de Jangada (75 km de Cuiabá) para obras de pavimentação na cidade.
O ministro também foi alvo do Tribunal de Contas da União (TCU), que pediu ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para que esclareça e crie procedimentos de fiscalização no repasse das emendas para obras em estradas rurais em cidades do interior de Mato Grosso. O tribunal fez uma auditoria sobre os recursos transferidos entre 2019 e 2023.
"Rota da Banana"

Em meio a crítica, o prefeito ainda citou a contratação do Instituto Lírios pelo Ministério da Agricultura para atuar na "Rota da Banana". O prefeito questionou por que uma entidade voltada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência foi escolhida para falar sobre agricultura familiar. Para ele, a escolha ignorou o próprio MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), que possui expertise em alimentos orgânicos.
"Tem que perguntar [ao Fávaro] sobre as emendas que ele deu para a Rota da Banana de um instituto que faz a defesa da mulher, mas fez um contrato para falar de agricultura familiar. Existem inúmeras empresas e pessoas com conhecimentos específicos de agricultura familiar e foram deixados de lado", disse.
"O Mapa poderia ter contratado o MTST, ou o próprio MST, que são especialistas em alimentos orgânicos no Brasil. Contudo, o ministro Fávaro entendeu que o Instituto Lírius, que trata do combate a violência contra a mulher, era o mais apropriado. Ele deve ter muito trabalho, mesmo", completou.
Rafaela Fávaro
Questionado sobre uma crítica da presidente do PSD Mulher, Rafaela Fávaro, filha do ministro, de que ele não teria apresentado medições para que o Governo Lula (PT) empenhasse recursos para a pavimentação do Contorno Leste, Abilio voltou a ironizar o ministro.
“Acredito que ela tem que falar com o pai dela, que não gosta do TikTok e das redes sociais. A filha do ministro está usando as redes para fazer o mesmo que eu? Ministro, oriente ela”, disse.
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