Cuiabá, Quarta-Feira, 8 de Abril de 2026
ALTA NAS EXPORTAÇÕES
08.04.2026 | 10h04 Tamanho do texto A- A+

Balança comercial tem superávit mais baixo para março desde 2020

Resultado representa queda de 17,2% em relação ao mesmo mês em 2025; superávit ficou em US$ 7,736 bilhões

Banco Mundial/Divulgação

Balanço foi divulgado pelo  Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Balanço foi divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

AGÊNCIA BRASIL

A queda nas exportações de café e o aumento na importação de veículos fizeram a balança comercial registrar o superávit mais baixo para meses de março em seis anos, divulgou nesta terça-feira (7) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 6,405 bilhões.

O resultado representa queda de 17,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit ficou em US$ 7,736 bilhões. O superávit é o mais baixo para meses de março desde 2020, início da pandemia de covid-19, quando o resultado ficou positivo em US$ 4,046 bilhões.

 

O valor das exportações e das importações ficou o seguinte:

 

  • Exportações: US$ 31,603 bilhões alta de 10% em relação a março do ano passado;
  • Importações: US$ 25,199 bilhões, alta de 20,1% na mesma comparação.

O valor das exportações é o segundo maior para meses de março desde o início da série histórica, só perdendo para março de 2023. As importações registraram o maior valor da série, que teve início em 1989.

 

Setores

 

Na distribuição por setores da economia, as exportações em março variaram da seguinte forma:

  • Agropecuária: +1,1%, com queda de 2 no volume e alta de 3% no preço médio;
  • Indústria extrativa: +36,4%, puxada pelo petróleo, com alta de 36,4% no volume e de 0,2% no preço médio;
  • Indústria de transformação: +5,4%, com alta de 4,2% no volume e de 1% no preço médio.

Produtos

 

Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em março foram os seguintes:

 

  • Agropecuária: animais vivos, exceto pescados ou crustáceos (+49,4%); algodão em bruto (+33,6%); e soja (+4,3%).
  • Indústria extrativa: outros minerais brutos (+55,9%); outros minérios e concentrados de metais de base (+66,8%); e óleos brutos de petróleo (+70,4%);
  • Indústria de transformação: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+29%); combustíveis (+30%); e ouro não monetário (excluindo minérios de ouro e concentrados) (+92,7%).

Apesar do crescimento das exportações agropecuárias, as vendas de café despencaram em março. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 437,1 milhão a menos que em março de 2025 (-30,5%). A queda deveu-se à redução de 31% na quantidade exportada, por diferença de cronogramas de embarque.

 

Em relação ao petróleo bruto, a alta nas exportações chega a US$ 1,971 bilhão em relação a março de 2025. Tradicionalmente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas.

 

No entanto, a expectativa é de queda nos próximos meses por causa da alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, imposta em meados de março como medida para segurar a alta dos combustíveis após o início da guerra no Oriente Médio.

 

Importações

 

Em relação às importações, a alta está vinculada principalmente a veículos, cujas compras do exterior subiram US$ 755,7 milhões em março na comparação com o mesmo mês de 2025. 

 

Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:

 

  • Agropecuária: pescados (+28,9%); frutas e nozes não oleaginosas (+26,6%); e soja (+782%);
  • Indústria extrativa: minérios e concentrados de metais de base (+33,7%); carvão não aglomerado (+59,9%); e óleos brutos de petróleo (+19,4%);
  • Indústria de transformação: outros medicamentos, incluindo veterinários (+72,2%); adubos ou fertilizantes químicos (+61%) e automóveis de passageiros (+204,2%).

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