Cuiabá, Terça-Feira, 24 de Fevereiro de 2026
“JEFFREY BRASILEIRO”
24.02.2026 | 12h00 Tamanho do texto A- A+

Deputada cobra presença de Vorcaro em CPMI: "Vamos até ele"

Autora da investigação do INSS, deputada comparou CEO a Jeffrey Epstein, bilionário acusado de crimes sexuais

Assessoria

A deputada federal Coronel Fernanda, autora da CPMI do INSS

A deputada federal Coronel Fernanda, autora da CPMI do INSS

DA REDAÇÃO

Autora da CPMI do INSS, a deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) reagiu com firmeza à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que desobrigou o banqueiro Daniel Vorcaro de comparecer às oitivas no Congresso Nacional. 

 

Volto a falar: se a comissão não tiver como trazer o ‘Jeffrey brasileiro’ até nós, nós iremos até ele, mas ele terá que responder

 

Para a parlamentar, a comissão não pode permitir que o investigado deixe de prestar esclarecimentos sobre as suspeitas que envolvem o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.

 

Segundo Coronel Fernanda, a ausência de Vorcaro à CPMI levanta ainda mais questionamentos sobre a gravidade dos fatos investigados. “Nós não podemos permitir que este homem não fale com essa comissão. Estamos vendo que há indícios de crimes que vão além de roubar aposentados e pensionistas. O Brasil precisa saber a verdade”, afirmou durante sessão da CPMI.

 

A deputada defende que o depoimento ocorra a qualquer custo. “Não podemos permitir que isso aconteça! Se a comissão não tem como trazer o Jeffrey brasileiro, nós vamos até ele e vamos saber a verdade”, completou. 

 

Coronel Fernanda chamou Vorcaro de “Jeffrey brasileiro” em alusão ao  empresário norte-americano Jeffrey Epstein (já falecido) acusado de crimes sexuais e de manter uma rede de exploração envolvendo figuras influentes do mundo político e de entretenimento.  

 

“Nós vimos nos Estados Unidos um esquema que misturava poder, dinheiro e crimes gravíssimos. Aqui no Brasil, há relatos de festas, prostituição e troca de favores políticos. Volto a falar: se a comissão não tiver como trazer o ‘Jeffrey brasileiro’ até nós, nós iremos até ele, mas ele terá que responder”, declarou.

 

A fala ocorre em meio à ofensiva de parlamentares para garantir que Vorcaro seja ouvido. Enquanto integrantes da CPMI defendem a presença obrigatória em Brasília, outras comissões do Senado discutem alternativas como depoimento em São Paulo ou por videoconferência. Coronel Fernanda, no entanto, sustenta que o foco precisa permanecer na responsabilização dos envolvidos e na proteção dos aposentados que tiveram descontos associativos aplicados sem autorização.

 

Para a deputada, a CPMI foi criada justamente para enfrentar estruturas de poder que, segundo ela, operaram à margem da lei e prejudicaram milhares de brasileiros vulneráveis. “Estamos falando de pessoas que trabalharam a vida inteira e foram lesadas. Não haverá recuo. A CPMI vai até o fim, doa a quem doer”, concluiu.

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