Cuiabá, Domingo, 19 de Maio de 2019
APROVADO NA CCJ
16.05.2019 | 09h09 Tamanho do texto A- A+

Deputado: corte de 50% em V.I. não deve passar em plenário

Cada parlamentar tem direito a R$ 65 mil de verba para cobrir despesas do exercício da função

Alair Ribeiro/MidiaNews

O deputado Romoaldo Júnior, que é contrário à redução de verba indenizatória

CAMILA RIBEIRO E DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O projeto de lei que prevê um corte de 50% na Verba Indenizatória (V.I.) dos deputados estaduais foi aprovado por 3 votos a 2 na Comissão de Fiscalização e Orçamento da Casa, na quarta-feira (15). Atualmente, cada deputado tem direito a R$ 65 mil de verba para cobrir despesas do exercício da função.

 

Na análise da comissão de Fiscalização, foram favoráveis ao projeto os deputados Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), Valmir Moretto (PRB) e Silvio Fávero (PSL). Já o presidente da comissão, Romoaldo Júnior (MDB), e o membro Valdir Barranco (PT) votaram contra.

 

O projeto – de autoria do deputado Ulysses Moraes (DC) - segue agora para votação dos 24 deputados em plenário. Se aprovado, passa para análise da Comissão de Constituição e Justiça.

 

Acredito que na democracia você tem que dar direito de o deputado debater o que ele quer. É importante que o projeto vá a plenário e lá os 24 podem decidir.

“Esse é um projeto que é a base do deputado, ele fez sua campanha, se elegeu em cima disso. Mesmo achando que não é autonomia dele, mas sim da Mesa Diretora, nós aprovamos na Comissão para que possa ir a plenário”, disse o presidente da Comissão, Romoaldo Júnior.

 

“Acredito que na democracia você tem que dar direito de o deputado debater o que ele quer. É importante que o projeto vá a plenário e lá os 24 podem decidir. Acho que é uma matéria que envolve todo parlamento”, acrescentou o emedebista.

 

Apesar da declaração, Romoaldo acredita que o projeto não deverá ser aprovado pelos colegas.

 

Ele defende que a V.I. seja mantida nos atuais R$ 65 mil, como forma de os parlamentares “conseguirem desempenhar suas atividades pelo interior do Estado”.

 

Romoaldo sugeriu que a resistência de Ulysses em relação à verba talvez ocorra em razão da forma como o colega desempenha seu mandato.

 

“Acho difícil a aprovação em plenário. O deputado Ulysses tem um sistema de trabalho diferente, ele usa mais as mídias sociais. Ele não atende ninguém no gabinete. Se for no gabinete de qualquer deputado e no dele vai ver que ele tem um gabinete para fazer esse trabalho de mídia social e não de atendimento”, afirmou.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Ulysses Moraes

O deputado Ulysses Moraes, autor do projeto

“Eu sou um deputado que está aqui há seis mandatos, que tem um dos gabinetes mais movimentados da Assembleia, viajo todo final de semana para o interior e jamais poderia fazer isso sem a V.I. Assim como eu tem outros como o Barranco, o Ludio, Nininho... A maioria dos deputados sabe da necessidade da V.I. Sem ela não tem como funcionar. Deputado ganha bem, mas não é suficiente para fazer toda essa demanda”, disse.

 

“Discussão interessante”

 

De todo modo, Romoaldo afirmou que a discussão é “interessante” e ainda vem ao encontro do que a população pede, no sentido de que os poderes reduzam seus custos.

 

“A sociedade tem clamado por essa redução e a Assembleia já tem acompanhado isso. Reduzimos número de funcionários, não tem mais diária, não tem aqui auxílio-moradia ou outros auxílios que demais poderes têm. Hoje os deputados têm exclusivamente verba de gabinete para executar suas funções em todo Estado”, disse.

 

“Eu voto pela permanência da V.I. para que o deputado possa realizar seu trabalho parlamentar com toda plenitude. Mas é a democracia, temos que discutir e ver o que é melhor para o parlamento e tenho certeza que a maioria vai saber decidir”, concluiu.




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COMENTÁRIOS
9 Comentário(s).

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Maria Flor dos santos  17.05.19 12h32
Como não tenho ajuda de custo no Estado sou efetiva há 20 anos sou exemplo na minha função e nunca recebi nada .E vcs deputados se acham merecedores de tudo e nada fazem para o coletivo, só para si.Criem vergonha e trabalhem em prol do povo.
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Sandra  17.05.19 12h27
Temos que extirpar esses deputados nas próximas eleições. O Brasil falta saúde, educação e segurança. Cada deputado deveria ter um salário fixo e nada de verbas extras para nada.
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Carlos  16.05.19 14h57
Deputado Romoaldo, não é verdade que o deputado só tenha VI para desempenhar seu mandato pelo interior do Estado. Deputados têm cota horas de voo, para viajarem pelo interior com aeronaves locadas pela AL; Tem carros locados pela AL para atender aos gabinetes, inclusive caminhonetes Amaroks; Cota de combustível; Material de escritório/papelaria fornecido pela AL; etc. Enfim, tudo que o parlamentar precisa para rodar o Estado é custeado pela AL e não entra na VI. Com a VI sobra para o deputado custear diárias de hotel e alimentação, logicamente em relação às viagens pelo interior, que tem sido a desculpa mais usada para justificar o valor. Convenhamos, se um deputado viajar os 30 dias no mês pelo interior, o que é impossível, pois precisa comparecer às sessões, ele não gastaria metade da VI com alimentação e hospedagem.
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Paulo Sergio  16.05.19 13h07
Bem feito para nós ELEITORES. Tem que ter mais verba, tá pouco ainda. O povo tem que se ferrar mesmo, trabalhar o dia inteiro, passar necessidades, ter luz cortada, e muito mais. Até aprender a votar.
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Thomas Morus  16.05.19 12h37
Thomas Morus, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas