O ex-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, classificou como “negociata” e "falta de respeito" sua destituição da direção do PRD em Mato Grosso. A decisão partiu dos presidentes nacionais Paulinho da Força (Solidariedade) e Ovasco Resende (PRD e federação).

Nos bastidores, informações dão conta de que a troca ocorreu após uma suposta articulação do senador Wellington Fagundes (PL) e da deputada Janaina Riva (MDB), que teriam se reunido com o diretório do PRD Nacional neste fim de semana em São Paulo.
A estratégia visaria enfraquecer candidaturas ligadas ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), principal adversário de Fagundes na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Em conversa com a imprensa, na manhã desta terça-feira (31), Carvalho disse que soube do fato pelo secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, na última segunda-feira (30). Ele cobrou respeito do presidente nacional do PRD, Ovasco Resende.
“Eu fui avisado dessa negociata da velha política que aconteceu com o PRD em Brasília pelo secretário Gilberto Figueiredo. Foi uma falta de respeito e consideração pelo trabalho que fizemos ao longo de dois anos no PRD, no Estado do Mato Grosso”, disse.
Carvalho disse que após ser avisado por Gilberto, conversou com Ovasco, que deu a ele uma "desculpa não convincente".
“Uma desculpa esfarrapada que foi dada pelo presidente do PRD, Ovasco Resende. Eu liguei para Ovasco, que ficou inventando várias histórias. Inclusive o fato do PRD não estar montando uma chapa de federal. E a chapa de federal estava praticamente pronta, até porque as filiações terminam dia 4 de abril e a convenção é em julho”, afirmou.
Molecagem e participação de WF
Questionado sobre as informações de bastidores que citam a participação de Wellington na destituição, Carvalho desconversou e disse que somente comentaria isso se, de fato, o PRD for colado no futuro na chapa do parlamentar.
Por fim, ele descartou que o fato vá influenciar no planejamento da campanha e na programação das alianças do grupo que apoiará Pivetta ao Governo e Mendes ao Senado.
“Eu enxergo isso como separar o joio do trigo, os homens dos meninos, os homens dos moleques. Ainda bem que isso aconteceu ontem. Pior seria se acontecesse durante o processo eleitoral”, disse.
A maior parte dos pré-candidatos da Federação PRD e Solidariedade vai para o União Brasil. Como os deputados Paulo Araújo e Juca do Guaraná. Carvalho disse que todos os pré-candidatos sairão do partido. E que ele ficará sem partido.
Veja o vídeo:
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