O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), suspendeu a sessão desta quarta-feira (14) que votaria o projeto de Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos de Mato Grosso. O motivo é que o Governo adiou o envio da medida.

Até o momento, não há uma nova data prevista para a votação. Max disse que espera um retorno da Casa Civil de quando o Governo mandará o projeto para a Casa de Leis.
A sessão desta quarta havia sido convocada de forma extraordinária, já que os deputados estão de recesso parlamentar. Max disse que foi informado pelo Governo que o projeto não chegará nesta quarta.
“A gente sempre faz uma sessão em janeiro para votar quando sai o índice, marquei dia 14 acreditando que o projeto estaria aqui. O governo tem a decisão de mandar ou não mandar. Aguardaremos em regime de plantão e chegando aqui marcaremos em dentro de 24 horas uma nova votação”, disse Max à imprensa após a suspensão da sessão.
Nesta terça-feira (13) o Governo informou que a RGA de 2026 seria de 4,26%, gerando impacto de R$ 1, 04 bilhão aos cofres públicos neste ano. Caso não seja aprovada esta semana, poderá haver dificuldade em colocar o índice já na folha salarial de janeiro.
“Foi divulgado na mídia que virá 4,26%, mas não chegou nada aqui. Eu não consigo afirmar se é 4,25, se é 5%, se é 6%. Nesse momento estamos esperando o líder do Governo [Dilmar Dalbosco] voltar de lá [Palácio Paiaguás] e ver a posição que ele vai trazer”, afirmou.
O presidente também defendeu agilidade e disse que esperava que a votação ocorresse nesta semana para que os deputados só retornassem em 2 de fevereiro. A votação das contas do Governo também foi adiada.
O plenário estava lotado de servidores estaduais, que ocupavam as galerias e vaiaram os deputados quando a sessão foi suspensa.
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1 Comentário(s).
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| Jhane Evellin 14.01.26 17h12 | ||||
| Os servidores de MT foram solidários e entenderam que o cenário era ruim, caótico, quando o governador assumiu. Não fizeram greves, até mesmo os professores, voltaram ao trabalho e não insistiram no movimento paredista. Porém, passados 7 anos, o Estado está tendo arrecadações superavitárias anualmente, os limites com pessoal nunca estiveram tão baixos e é hora do governo retribuir aos servidores o que eles vêm fazendo pelo Estado. Dizer não agora, é ser incoerente com o discurso promovido do início ao fim dos mandatos exercidos à frente do executivo. Os servidores fizeram e vêm fazendo a parte deles, o Estado aumentou a arrecadação, tem alcançado selo diamante em vários itens da administração pública, e o governo deve reconhecer a perda de poder de compra, devolvendo um pouco dessa revisão agora. | ||||
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