O presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), Adeildo Lucena, criticou duramente a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) quanto à demora para realização de um concurso na Saúde de Cuiabá.
Na Saúde Pública da Capital, hoje, há mais de 3 mil pessoas - em diversas funções - com contratos temporários.
Adeildo apontou que Emanuel já está em seu segundo mandato e não realizou concurso para suprir as carências de pessoal na área.
"Fico imaginando quanto tempo o prefeito Emanuel Pinheiro precisa para realizar um concurso público na Saúde. Mais de seis anos não foram suficientes? [...] Nesse momento, para ter o controle político sobre o setor da Saúde, a Prefeitura implanta o caos para colher frutos nas pretensas eleições de seus familiares", afirmou, referindo-se ao filho Emanuelzinho, que é deputado federal e deve ir à reeleição.
"Apesar das intervenções da Justiça, o prefeito não quer largar o osso. Quer manter o poder e controle sobre os funcionários públicos", completou.
Para o Sindimed, ao permitir falhas nas escalas de plantões, o prefeito teria como objetivo ser "obrigado" a realizar contratações temporárias, o que poderia resultar em ganhos políticos.
Emanuel chegou a ter dois afastamentos decretados pela Justiça no ano passado - um no âmbito criminal e um no cível.
Ele é acusado de criar um "cabide de empregos" na Secretaria Municipal de Saúde para acomodar indicação de aliados, obter, manter ou pagar por apoio político.
Para retornar ao cargo, a Justiça estipulou algumas cautelares, entre elas a proibição de realizar mais contratações temporárias sem justificativa e a realização de concurso.
Para o sindicalista, o certame faria justiça a diversos profissionais que já estão atuando, mas sob regime de contratos temporários.
"O concurso público faz justiça a todos esses profissionais. Quantos não estão esperando há anos por esse certame? E entrariam por mérito, não por interesses polícos-partidários", disse.
O presidente do Sindmed ainda chegou a dizer que Emanuel poderá dar alguma "sugestão estapafúrdia" à Justiça, como a tercerização dos serviços médicos por parte da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, responsável pela gestão dos principais hospitais de Cuiabá.
"Não ficaria surpreso se a gestão apresentasse uma solução estapafúrdia que seria dar à Empresa Cuiabana de Saúde Pública o poder de contratar pessoas jurídicas para complementar as escalas de plantões de UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) e policlínicas de Cuiabá. Isso seria ampliar a pejotização na saúde pública", disse.
"No caso, trocar seis por meia duas. Uma forma de enganar a Justiça e manter o status quo. Usam o caos para manter o poder. E o Sindicato dos Médicos não vai permitir isso.
Nós vamos lutar para que Cuiabá tenha um concurso público. [...] De quanto tempo você precisa, prefeito?", completou
Na semana passada, o sindicato chegou a protocolar representações no Ministério Público Estadual (MPE), TCE-MT e Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) cobrando providências e exigindo que o prefeito cumpra a decisão judicial de publicar online as escalas de plantão médico das unidades.
Isso porque, segundo o sindicato, as escalas das UPas e policlínicas estão "maquiadas", ou seja, há nomes de médicos que já nem trabalham mais no município, além de sobrecarga de trabalho.
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2 Comentário(s).
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| marcos 25.04.22 08h19 | ||||
| Essa é uma solução difícil de resolver. | ||||
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| Bortoloti 24.04.22 19h57 | ||||
| Infelizmente quem precisa de um médico nas unidades básica de saúde tem que esperar uns dois meses pra uma simples consulta. No CPA 2 é caso de polícia. Nunca tem médico. Idos ok vai lá agendar e nunca tem prioridade. | ||||
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