Cuiabá, Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2026
"TRAIÇÃO" NA POLÍTICA; VÍDEO
29.01.2026 | 20h00 Tamanho do texto A- A+

"Não recuei em 2022; fui empurrada para fora do palanque"

Natasha Slhessarenko diz que foi rifada por sigla e tirada da disputa ao Senado

Yasmin Silva/MidiaNews

A médica Natasha Slhessarenko, que é pré-candidata ao Governo do Estado pelo PSD

A médica Natasha Slhessarenko, que é pré-candidata ao Governo do Estado pelo PSD

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

A médica Natasha Slhessarenko (PSD), pré-candidata ao Governo do Estado, afirmou que foi traída pela cúpula do PSB e “empurrada para fora do palanque” nas eleições de 2022, quando aparecia como opção do partido para disputar uma vaga ao Senado.

 

Eu fui empurrada para fora do palanque. Houve aí uma articulação para me retirar do embate político

Em entrevista ao MidiaNews, Natasha negou a versão apresentada à época pela direção da sigla, que era presidida em Mato Grosso pelo deputado estadual Max Russi, de que sua saída da disputa teria ocorrido por vontade própria.

 

Segundo ela, a decisão foi fruto de articulações internas e não de escolha pessoal.

 

“Em 2022, eu estava me colocando ali como pré-candidata ao Senado. Cheguei a passar pelas convenções partidárias, mas infelizmente a traição faz parte da política, o que não deveria ser”, afirmou.

 

“Na verdade, eu não recuei. Eu fui empurrada para fora do palanque. Houve aí uma articulação para me retirar do embate político”, acrescentou.

 

Novata na política, Natasha contou que seu único desejo na eleição de 2022 era ir para a disputa, enfrentar a urna e os votos dos mato-grossenses. O fato de não ter conseguido nem mesmo ir para o pleito foi um ponto rechaçado pela médica.

 

Ela anunciou que não disputaria mais o cargo ao Senado a dois meses da eleição. Na época Natasha afirmou que a direção nacional do PSB teria pedido pela sua desistência para ser suplente de Neri Geller, que disputava pelo PP.

 

“Agora, não deixar sequer você ir participar do jogo, a única coisa que eu queria naquele momento era poder oferecer para a população de Mato Grosso uma opção diferente daquelas que se colocavam há tanto tempo. Mas nem isso eu consegui”, disse.

 

Nova era

 

Questionada se teme que algo parecido possa ocorrer agora que é pré-candidata ao Governo pelo PSD, Natasha negou e disse ter mais confiança nas lideranças do partido.

 

Ela disse acreditar que o atual partido oferece maior segurança e clareza quanto às regras internas e aos compromissos firmados.

 

“Não tenho esse receio e cada vez mais me sinto mais convicta de que eu serei candidata, agora sou pré-candidata, mas serei a candidata dessas forças progressistas, bem como do PSD, nas eleições de 2026 ao governo do Estado de Mato Grosso”.

 

Veja vídeo:

 

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